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A estátua ganhou assim um outro propósito. Passou a ser a figura de boas vindas a todos os imigrantes que ano após ano chegavam aos Estados Unidos à procura do sonho americano. Emma Lazarus, a autora do poema, era ela própria filha de judeus sefarditas portugueses.
Hoje, dos 300 milhões de norte-americanos, cerca de um terço encontra as suas origens entre os imigrantes que passaram pela Ellis Island. Ainda hoje, da população residente em Nova Iorque, 36% nasceu noutro país que não os Estados Unidos.
Quanto mais não seja do que por isso, a estátua da Liberdade não é património norte-americano, é património mundial. Confundir a estátua da Liberdade com um qualquer presidente americano num dado período do tempo e assobiá-la, é pura ignorância.
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