"The smallest minority on earth is the individual. Those who deny individual rights cannot claim to be defenders of minorities." Ayn Rand
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sábado, novembro 3

Por cá, vai-se lendo...

As três revistas que entram com assiduidade cá em casa são as três da fotografia. A sempre execelente Cabovisão magazine; acompanhada das não menos excelentes The Economist e Atlântico.

Não me contenho em publicar um excerto do melhor artigo escrito em qualquer uma das três*:

"No entanto, este fascínio pelos desenhos animados criados no país do Sol Nascente vem já da década de 70, e voltou a criar novo impacto com a chegada da série Dragonball, em 1995, e que continua a poder ser vista na SIC Radical, o que prova bem o impacto que a série teve. Aliás, o sucesso de Dragonball não só em Portugal como no resto da Europa foi um verdadeiro fenómeno sociológico (quem esperaria ver pais de familia parados em frente a montras de lojas onde televisões transmitiam o mais recente episódio da série?), que não deixou ninguém indiferente, seja pela partilha das aventuras de Son Goku seja pelas discussões sobre o alegado conteúdo violente da série, para muitos pouco indicado para crianças. A verdade é que depois de Dragonball, com as suas bolas de cristal, um herói que vinha de um planeta distante e que se transformou num superguerreiro, os portugueses ficaram definitivamente abertos para o fenómeno de animação japonesa, acolhendo de braços abertos filmes extraordinários como A Princesa Mononoke ou A Viagem de Chihiro ou vendo a criançada perder-se numa verdadeira febre de Pokémons e Digimons."

De Olhos em Bico, página 13, Cabovisão magazine
* não é para ser levado a sério...

domingo, setembro 9

No comments

A politica comunicacional portuguesa dos vários poderes instituidos para com o cidadão é desastrosa. Certamente que se trata de um problema cultural que não surgiu agora - o cidadão vê-se relegado para uma posição de forçosamente ter de acreditar no trabalho dos seus servidores públicos, sem que possa fazer muitas questões, ou fazendo-as, sem que possa obter respostas. Nesse sentido, o mito da melhor policia do mundo aplicado à nossa policia judiciária, é uma forma hábil de contornar o problemas da questões que não lhes podemos fazer - dos melhores não há muito que duvidar, nem muitas questões a levantar.

Mas não é só na relação das forças policiais para com o cidadão que esta falta de politica comunicacional está presente. Naqueles que nos governam ela também está perigosamente presente. Perigosamente porque esta situação comporta para mim dois perigos: o de afastar o cidadão daqueles que o governam e o de evitar um escrutínio mais efectivo dos governantes por parte dos cidadãos. Claro que para o governante tal situação é útil, não ter de prestar contas diariamente permite que o governo não tenha de assumir posição imediata perante assuntos incómodos - e quem diz os governantes, diz os responsáveis da policia judiciária.

Mas tenho cá para mim, que as instituições públicas não tem como utilidade servir quem as lidera, mas sim o cidadão. Talvez um dia, quem sabe, teremos uma James S. Brady Press Briefing Room... por enquanto... no comments...

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