"The smallest minority on earth is the individual. Those who deny individual rights cannot claim to be defenders of minorities." Ayn Rand
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terça-feira, dezembro 11

Meanwhile...

Lisboa foi considerada o 2º destino a visitar em 2008 pelo prestigiado New York Times. A capital portuguesa só foi suplantada pelos prazeres orientais do Laos. Curioso é o motivo que leva à colocação de Lisboa em tão honroso lugar... para além do facto de estar entre as mais baratas da Europa (motivo recorrente), o que catapulta Lisboa para os lugares cimeiros, segundo o New York Times, é a força cultural que emerge da capital portuguesa... funny, at least.

domingo, outubro 21

What a F*cking Day

(Diana Pereira - a única coisa boa que levo deste dia)

Se há dias que um tipo deve tirar para não pôr os pés na rua, este foi um deles. Por imperativo pessoal tive de me deslocar a Lisboa. A partida estava prevista para as 11 da manhã. Motivos alheios à minha pessoa (e reparem como a minha vida começa a ser dominada por motivos alheios) levaram-me a adiar a partida para perto da uma da tarde. No percurso de duas horas que leva de Lagoa a Lisboa (façam as contas e vejam como sou um tipo que cumpre escrupulosamente as leis da república portuguesa de limite de velocidade em auto estrada), encontrei na estação de serviço de Alcácer do Sal a bela peça cuja fotografia preenche o topo deste post - isso mesmo, Diana Pereira, mais o seu porta-chaves actual, o ex-piloto de fórmula 1 Tiago Monteiro. Pensei cá para mim, pode ser que o dia melhore - e só pode ser coincidência que no dia em que o titulo de pilotos de fórmula 1 se decide, eu esteja aqui a pouco mais de um metro de distância do ex-fórmula 1 português.

Ora, já em Lisboa e após ter cumprido parte da minha missão, acabei por não conseguir fazer tudo o que pretendia. Isto sem que não tivesse passado boa parte do tempo no trânsito infernal da capital num domingo (!?!), especialmente devido à excelentissima ideia do drºAntónio Costa de fechar o trânsito na baixa pombalina (o meu comentário quando me lembrei de tal facto, já com o percurso planeado e em plena passagem pelo cais do sodré, foi qualquer coisa como "f*da-se, esta merda tá assim porque o cabrão do António Costa teve a bela ideia de fechar o trânsito na baixa" - tal comentário garantiu meia hora de riso ao pessoal que me acompanhava).

Finalmente, e já com quase três horas de atraso em relação ao previsto, eram sete e meia da tarde quando me preparava para sair de Lisboa - nisto o carro decide deixar de ter médios, passando a funcionar unicamente com máximos. Podem imaginar a irritação. Vale que passada meia hora (nem vos vou contar como) lá consegui corrigir a situação e partir finalmente de regresso a casa.

Como se o dia não fosse mau o suficiente, para piorar descubro que Roger Federer foi derrotado por Nalbandian na final do Masters de Madrid (ou seja, Nalbandian ganhou a Nadal, Djokovic e Federer de seguida o que faz dele uma espécie de deus menor da modalidade). E Raikkonen sagrou-se campeão do mundo de fórmula 1 (como é que é possível? o mundo acordou ao contrário hoje?).

A minha pergunta é: se eu hoje tivesse ficado em casa deitadinho na cama, a ver televisão sem me mexer por um segundo que fosse, será que por uma extraordinária alteração de eventos o dia teria sido diferente? Federer ganhava naturalmente a Nalbandian e Hamilton era campeão do mundo? Mas já que está tudo voltado ao avesso, será que posso chamar o super homem para inverter a rotação da terra e apagar este dia da história da humanidade em geral e da minha em particular? Please...

PS: espero que esta merda não dê em nada... não gosto de vitórias na secretaria, continuo a preferir a ajuda do super homem.

sábado, outubro 6

Fernão de Magalhães

Enquanto lia este post do Francisco Almeida Leite, pensava na diferença abismal entre a organização rodoviária lisboeta e a nova-iorquina. Lisboa é uma cidade dominada pelos carros, e com um sistema de sinalização caótica. Nos meus trajectos pedonais pela capital portuguesa, invariavelmente via-me obrigado a atravessar a rua com o sinal vermelho para peões, e em várias avenidas da cidade, ao circular de carro, havia uma necessidade imperiosa de aumentar a velocidade para atravessar todos os cruzamentos sem apanhar um único semáforo vermelho (a temporização dos vários semáforos a isso incentiva). Para além disso, o estacionamento é caótico. Os passeios são em parte destinados às pessoas, em parte destinados aos carros. Circular a pé em Lisboa não é tarefa fácil, não só pelo relevo acidentado, mas também devido a esta organização rodoviária deficiente.

Em Nova Iorque é o contrário. É fácil perceber o porquê da maior parte dos habitantes da cidade não possuirem automóvel. Claro que o facto da cidade apresentar um relevo plano ajuda, mas não é só isso. Se em Lisboa nos orgulhamos da baixa pombalina, com as suas ruas perpendiculares e paralelas, o que dizer de grande parte de Manhattan. Com outra particularidade, as ruas não são associadas a um nome, mas a maior parte tem uma ordenação numérica, o que ajuda e muito para uma boa orientação na cidade. Não sei se andar de carro em Nova Iorque é mais fácil que em Lisboa, mas sei que pelos locais que passei, não vi carros estacionados em cima dos passeios - destinados exclusivamente às pessoas - e não tive nenhuma experiência com taxistas com condução desenfreada como facilmente se obtém quando se apanha um taxi em Lisboa.

Para além disso a temporização dos semáforos parece ter sido cuidadosamente planeada para servir o peão - temos sempre tempo para atravessar calmamente todas as ruas, e raramente perdemos muito tempo à espera que o sinal passe para verde (no caso de Nova Iorque, passe para branco). É quase como se a passadeira fosse em Nova Iorque uma continuação do passeio pedonal mais do que uma secção da estrada destinada também ao atravessamento por peões - e isto faz toda a diferença. Em Nova Iorque o peão manda, e o carro assume um papel subalterno.

Depois, lá está, em Nova Iorque a vida comercial faz-se nas ruas e não nos centros comerciais. Em Lisboa há muito que esse hábito foi perdendo força. Quanto muito na capital há a avenida de Roma e a Rua Augusta, mas pouco mais. Numa cidade onde o carro tem mais força que o peão, é normal que as pessoas tendem a concentrar-se nos locais onde não há transito - resta-lhes, portanto, o Colombo e o Vasco da Gama.

domingo, julho 15

Câmara Municipal de Lisboa

Votaram cerca de 86 mil pessoas a menos nesta eleição do que na última. António Costa só obtém 6 mandatos. O CDS não obtém um único mandato, e na capital vale pouco mais que dois PCPT/MRPP's. Marques Mendes sempre antecipa as directas, tal como Marcelo Rebelo de Sousa havia previsto - julgo que segue a estratégia mais correcta. Mas a pergunta que realmente interessa ser respondida é com quem António Costa vai coligar-se para liderar a câmara. Julgo que as eleições foram antecipadas por culpa da má gestão de Carmona Rodrigues, se António Costa agora coligar-se com este, para que terão servido estas eleições?

segunda-feira, junho 25

Corrida à CML

Numa entrevista ao Rádio Clube Português, Negrão começou por defender a extinção do Instituto do Património Arquitectónico(ex-Ippar, actual Igespar) por este organismo ter deixado de construir habitação para os segmentos mais carenciados da população para acabar por declarar que a EPUL (Empresa Pública de Urbanização de Lisboa) “é, como todos sabemos, a empresa de abastecimento de água de Lisboa”.

Mesmo depois de o jornalista João Adelino Faria lhe ter chamado a atenção para o engano, Fernando Negrão continuou baralhado: “Eu estava a falar do Ippar, não da EPUL. Queria falar da EPUL”. E, logo a seguir: “A extinção que admito é a do Ippar”. E quando por fim entrou no tema EPUL foi para se alongar sobre os desperdícios de água na cidade, confundindo desta vez a empresa com a EPAL.

Se o jornalista se esforçasse mais um bocadinho ainda sacava ao candidato Negrão que o que ele quer mesmo é extinguir o PSD na corrida à CML. Este é para mim o candidato LOL, ou melhor ainda, o candidato ROTFLOL - que é como quem diz, rolling on the floor laughing out loud.

sexta-feira, abril 27

A ladeira perdida

Tal como o Maradona, também recomendo vivamente os dois textos do jcd sobre a nova atracção lisboeta: Em Busca da Rampa Perdida e O Túnel. No entanto, é preciso avisar, que após uma breve pesquisa, o Despertar da Mente descobriu que a tal rampa dos 30 km/h que o dr. Sá Fernandes tanto apregoa sempre existe e é real... diria mais, a 30 km/h pode ser mortal. Em baixo, submeto a evidência que comprova a existência de tal rampa, e demonstro, através da pessoa do sr.presidente da câmara municipal de lisboa, a perigosidade da mesma:

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