domingo, março 9
Mediocridade
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Jorge A.
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03:11
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Etiquetas: Educação, Politica Nacional
Mudar o Sistema
João Miranda, no DN (negritos meus):
O sistema de ensino do futuro terá obrigatoriamente de ser composto por escolas com autonomia pedagógica e financeira. Essas escolas terão de ter total liberdade para escolher e avaliar professores, contratar directores e captar financiamentos. Maria de Lurdes Rodrigues fez muito pouco para preparar este futuro. Deu prioridade à reforma da carreira docente e da avaliação dos professores. Descurou a avaliação das escolas e a autonomia. Criou regras demasiado específicas para a avaliação dos professores. Teve uma boa ideia quando criou um novo patamar na carreira docente, o cargo de professor titular. Mas desbaratou a oportunidade de renovar o quadro de professores no topo da carreira ao preencher quase todas as vagas num único concurso usando como principal critério a antiguidade. Não é possível neste momento criar escolas autónomas. Essas escolas herdariam obrigações para com os seus funcionários e regulamentos de avaliação que lhes retirariam autonomia efectiva. O aparecimento de escolas verdadeiramente autónomas terá que ser precedido de uma nova reforma da carreira docente e do sistema de avaliação.
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Jorge A.
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Etiquetas: Educação, Politica Nacional
sexta-feira, março 7
Custos Difusos
Mas ao ponto que o meu salário, para não falar da minha permanência na empresa, é afectado especialmente pelas condições do mercado, já o salário dos professores é afectado especialmente por decisões do estado central. Os professores percebem isto, e usam da sua força de influência para forçar o estado a tomar a decisão que melhor lhes sirva.
Ou o estado adopta algum mecanismo que permita a avaliação dos custos na educação com base no mercado e na ideia de concorrência entre escolas, ou continuaremos com uma educação exageradamente custosa para tão maus resultados gerados.
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Jorge A.
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21:57
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Etiquetas: Educação, Politica Nacional
quinta-feira, março 6
Indignação
A própria forma como a maior parte dos professores coloca o problema leva-me logo a discordar destes. Quem ouve os professores - pelo menos os que falam na televisão - percebe imediatamente que eles colocam-se no centro do sistema de ensino. Cometem o erro tipico do habitual funcionário público português: não perceber que o centro do ensino e aquele em torno do qual o sistema de educação deve funcionar é o aluno. Que este deve ser focalizado na satisfação daqueles que sustentam o sistema, os pais dos alunos, o contribuinte português.
Não sei se o processo de avaliação proposto pela ministra é bom ou não, mas sei que a queixa dos professores que elementos exteriores a estes - como os alunos ou os pais dos alunos - não os devem poder avaliar porque só eles próprios, que estão dentro, conhecem o sistema não faz o minimo sentido - e é uma história que em última análise só surge no funcionalismo público.
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22:58
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Etiquetas: Educação, Politica Nacional
sábado, dezembro 15
Leitura de Sábado
As escolas secundárias recebem dinheiro dos impostos para prestar um serviço ao público em geral. Simplificando, os professores, os funcionários e os dirigentes de uma escola são agentes ao serviço do contribuinte. Mas quem actualmente manda na escola são os professores e os funcionários, que escolhem os conselhos executivos, e os burocratas do Ministério da Educação, que decidem o que é que os conselhos executivos podem fazer. O contribuinte, na prática, não manda nada. Quem paga não manda, quem manda não paga.
João Miranda, no DN.
sábado, dezembro 1
Pois é
Por tudo isso, o que aqui está escrito, num blogue de uma publicação de que o André é um destacado colaborador, é, por várias razões, mas por essa também, inadmissível. Para além de tresandar a ressentimento pessoal, a categoria pessoal e intelectual do André não me permite deixar de duvidar, por um segundo, da injustiça desses comentários, desagradável e malcriadamente centrados na sua pessoa. Que criam, também, uma situação muito difícil de gerir, talvez mesmo de resolver, naquela que é a melhor publicação periódica da direita portuguesa, o que é pena e desmerece o bom trabalho feito pelo Paulo Pinto Mascarenhas.
Tiago, Por qué no te callas?
Desta vez ultrapassaste todos os limites. Se não consegues conter o teu ressabiamento nesta casa, que se quer de gente decente, faz-nos um grande favor, sê coerente com o que dizes acima, e muda-te. Haverá de certeza algum blogue de grande audiência que te receberá de braços abertos. Agora, isto não é debate, não é direito à diferença, não é pluralismo, é mesmo má educação e desrespeito por todos os que cá estamos e nos esforçamos por fazer do blogue uma extensão digna de uma revista, que se quer plural, mas não vulgar.
sábado, novembro 10
De Alguns para Todos
No seu último artigo no Público, Vital Moreira defendeu a escola pública como parte de um projecto republicano, laico, igualitário e progressista. Esta defesa da escola pública é um reconhecimento de que ela é um instrumento de combate político e de engenharia social de uma facção política contra as restantes. Apesar de todos os portugueses pagarem impostos, nem todos partilham dos valores que Vital Moreira usa para justificar a escola pública. Nem todos os portugueses querem uma educação republicana, laica, igualitária e progressista para os seus filhos. A sociedade portuguesa é suficientemente plural para nela coexistirem monárquicos e republicanos, crentes e ateus, socialistas e liberais e progressistas e conservadores.
Se o Estado devolver o valor dos impostos sob a forma de um cheque-ensino, os cidadãos recuperam o direito de aceitar ou rejeitar o projecto político que Vital Moreira propõe para a escola pública. Vital Moreira tem razões para temer que esse direito à escolha afaste muitas pessoas das escolas que promovam o ideal progressista. Tem boas razões para temer que esse ideal pode não ter argumentos suficientes para convencer os cidadãos a colocar os filhos nas escolas que o defendam.
quinta-feira, novembro 1
Sacrifice
"It only stands to reason that where there's sacrifice, there's someone collecting the sacrificial offerings. Where there's service, there is someone being served. The man who speaks to you of sacrifice is speaking of slaves and masters, and intends to be the master." Ayn Rand
Vem isto a propósito do comentário da Tina a este post do João Miranda. Diz a Tina:
O que a experiência prova é que as más companhias são sempre prejudiciais enquanto a convivência com bons exemplos é sempre benéfica. Não adianta tirar atalhos na vida. Uma sociedade egoísta que abandona os mais fracos acabará por pagar mais tarde. Acho que os cheques-ensino só funcionarão bem em sociedades mais evoluídas com menos desigualdades sociais. Nós ainda temos algum trabalho a fazer até lá.
A Tina propõe então a mescla entre bons e maus alunos, como forma dos primeiros beneficiarem os segundos, apesar dos segundos prejudicarem os primeiros. É pretender sacrificar um grupo em prol de outro. Claro que a parte sacrificada, se contra a sua vontade (como é quase sempre), conspira... e mesmo que hipoteticamente o ganho para o mau aluno fosse superior à perda para o bom aluno, não suporto a ideia de dar primazia à sociedade sobre o individuo. Recorrendo novamente a Ayn Rand:
Adenda: a Tina queixou-se que eu estou a simplificar o que ela disse. De facto, atendendo ao comentário seguinte percebo que ela não quer sacrificar ninguém. Mas eu continuo a achar que ela está errada... a mescla, mesmo que atendendo a uma distribuição equilibrada, entre bons e maus alunos, será prejudicial para os primeiros.Individual rights are not subject to a public vote; a majority has no right to vote away the rights of a minority; the political function of rights is precisely to protect minorities from oppression by majorities (and the smallest minority on earth is the individual).
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02:17
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Etiquetas: Colectivismo, Educação, Individuo
segunda-feira, outubro 29
domingo, outubro 28
A State to Rule Them All
Jerónimo de Sousa exige que Governo impeça fusão do BCP com o BPI
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13:20
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Etiquetas: Comunismo, Educação, Estado, Socialismo Século XXI
sábado, outubro 27
Ranking
Assim vai a educação em Portugal
João Miranda, no DN (negritos meus):
Como os rankings mostram que as escolas mais bem classificadas são escolas privadas, os defensores da utopia da escola pública são forçados a alegar que os resultados das escolas privadas se devem à origem socioenonómica dos seus alunos. Dizem que o meio socioeconómico influencia mais os resultados que a qualidade da escola. Reconhecem, em última análise, que, ao contrário do que diz a utopia, a escola pública está muito longe de anular os efeitos do meio socioeconómico.Os defensores da escola pública alegam ainda que as escolas privadas de topo têm melhores resultados porque seleccionam os seus alunos. Segundo eles, a escola pública é uma escola que não discrimina ninguém. Ora, este é mais um indicador de que o conceito de escola pública que defendem é utópico. A melhor escola para um dado aluno é aquela que tem, não apenas os melhores professores, os melhores métodos e as melhores instalações, mas também os melhores colegas. Nenhum pai quer que o filho tenha colegas que perturbam o ambiente escolar. As escolas melhores são aquelas que seleccionam os seus alunos. As escolas da utopia não podem fazer essa selecção e serão sempre medíocres. São os pais, os professores e o próprio Ministério da Educação os primeiros a recusar e a conspirar contra a utopia. Os pais mais bem informados tentam colocar os seus filhos nas escolas com o melhor ambiente socioeconómico. A formação de turmas de elite dentro das escolas públicas é uma prática comum. As políticas do Ministério da Educação levam os melhores professores para as escolas das zonas economicamente mais favorecidas. A utopia é irrealizável.
segunda-feira, outubro 15
Altruistas
Nem a propósito do meu post anterior, deparo-me com esta noticia:
Apenas 14 municípios têm nutricionista para definir refeições escolares
Apenas 14 dos 308 municípios portugueses têm nutricionistas a trabalhar, alertou hoje a Associação Portuguesa dos Nutricionistas, afirmando que os menus do pré-escolar e do 1º ciclo são da responsabilidade das autarquias.Nas escolas cujos municípios não possuem nutricionistas ou que não contrataram uma empresa para a confecção das refeições, a escolha dos menus escolares é feita com recurso aos cozinheiros ou com a colaboração de alguns professores, que não têm os conhecimentos necessários e adequados para responder às necessidades nutricionais das crianças destas idades, critica a Associação Portuguesa dos Nutricionistas.A responsável daquela associação sublinha que "na prevenção é que está o ganho e só assim é possível reduzir o número de crianças obesas e pré-obesas em Portugal"."É urgente aumentar o consumo de fruta, legumes e peixe, em detrimento das carnes vermelhas [como a vaca e o porco], que é excessivo em algumas escolas", considera Alexandra Bento.
