"The smallest minority on earth is the individual. Those who deny individual rights cannot claim to be defenders of minorities." Ayn Rand
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sábado, fevereiro 2

Exausto

Os dias passam a fugir, durmo pouco mais de cinco horas por dia durante a semana e ao fim de semana tento pôr o sono em ordem. Não é boa ideia, o corpo estranha e a produtividade no trabalho resente-se. Acho que trespassa para este blogue o meu estado de espirito. Uma preguiça imensa, reduzi os assuntos a três tópicos: eleições americanas, cinema (óscares) e australian open... pior, enquanto tinha o ténis ainda me divertia com um post ou outro (o autralian open agora é um não-tópico dado que acabou o torneio), os óscares ando sem vontade para escrever sobre os filmes que vou vendo (tenho algumas ideias, mas também não quero transformar isto num blogue de cinema), e as eleições americanas são um tópico muito redutor para tudo o resto que gostava de escrever e dizer - para além de dar a impressão a quem por aqui passa que sou um tipo claramente centrado à esquerda tal o meu apoio ao democrata Obama, mas há qualquer coisa de irracional no meu apoio ao homem, não há? Irracional talvez não seja, mas é certamente mais centrado na emoção do que na razão. Em primeiro lugar o homem é candidato a presidente de um país que não o meu; em segundo lugar o homem sempre que abre a boca com uma ideia, é uma ideia com a qual eu raramente concordo, de onde vem então o meu encanto por Obama? Pois, adiante... fucking nonsese.

Depois vou colocando um youtube aqui e outro acolá, uma foto aqui e outra acolá, tudo com o intuito de disfarçar a minha preguiça para escrever sobre qualquer coisa séria. As noticias do Sócrates não me animam, na prática porque não há ninguém para substituir o Sócrates. O Sócrates é uma fraude, mas o Menezes não lhe é melhor. O Santana lider da bancada parlamentar? Give me a break. Vou ali e já volto...

Vou pôr o sono em dia, por volta das duas da tarde de amanhã devo estar a sair da cama, até lá, boa noite.

terça-feira, abril 24

O que há em mim é sobretudo cansaço

O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.

A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas -
Essas e o que faz falta nelas eternamente -;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.

Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...

E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo. íssimo,
Cansaço...


Álvaro de Campos



A ler Pessoa... a ouvir Melua... isto anda muito melancólico por estes lados. Deve ser do Benfica...

PS: entretanto Pedro Arroja abandonou o Blasfémias e já leva 544 comentários no post de despedida. É obra.

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