"The smallest minority on earth is the individual. Those who deny individual rights cannot claim to be defenders of minorities." Ayn Rand
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domingo, janeiro 27

sábado, janeiro 26

Live Blogging

02:33
Maria Sharapova primeiro e Ana Ivanovic logo a seguir já abandonaram os balneários e encontram-se em período de aquecimento. Como primeira impressão, é evidente que a Adidas ganhou à Nike, o vestido da Ivanovic assenta-lhe melhor do que o da Sharapova.

02:43
Começou Ivanovic a servir: resposta de Sharapova para rede; resposta de Sharapova para fora; ás de Ivanovic; dupla falta de Ivanovic; troca de bolas que termina com bola à rede por Sharapova... passou o primeiro jogo de um encontro que se espera longo.

02:58
Sharapova não perdeu nenhum ponto nos seus primeiros dois jogos de serviço e já leva um break sobre o serviço de Ivanovic, talvez não venhamos a ter uma final tão equilibrada quanto isso.

03:02
Três jogos de serviço de Sharapova, nem um ponto ganho nos mesmos por Ivanovic.

03:05
A Sharapova está tão em forma que até ganha ao árbitro do encontro. O árbitro tinha feito um overrule a uma bola de Ivanovic que tinha sido dada como fora, e Sharapova pediu a confirmação por hawk eye, o árbitro estava errado.

03:16
As duas podem ser boas jogadoras e ambas muito giras, mas a Ivanovic dentro de campo é mais simpática. Não é de esperar nenhum sorriso por parte de Sharapova enquanto joga. Lembro-me quando num encontro entre Dementieva e Sharapova um tipo todo nú invadiu o campo, Dementieva partiu-se a rir, Sharapova virou as costas e nem um esboço de sorriso. Concentração máxima por parte da russa, mas eu simpatizo com a simpatia de Ivanovic. Acho que está encontrada a minha favorita para o encontro. Entretanto, a sérvia devolveu o break a Sharapova. Temos final.

03:33
Maria Sharapova ganhou o primeiro set por 7-5 e mostrou-se melhor que Ivanovic. A russa meteu 59% dos primeiros serviços e destes 89% foram pontos ganhos para a russa - muito do sucesso de Sharapova neste primeiro set explica-se com base nestes números.

03:55
2-2 no segundo set, mas se Sharapova continuar a servir como tem feito até aqui, Ivanovic não terá grande sorte.

04:07
A Maria está a dar uma lição à Ana, acabou de lhe quebrar o serviço e encaminha-se para o seu terceiro grand slam (ficará só a faltar uma vitória em Roland Garros para ter os 4 grand slams no bolso). Mas de certa forma, o que a Maria faz agora à Ana não é nada que não tenha feita a todas as suas outras adversárias neste torneio, inclusive à número um mundial, Justine Henin.

04:13
O comentador da Eurosport já referiu que Ivanovic tem como handicap a faltar de experiência em finais de grand slam. Ora bolas, é a sua segunda final, e a sua adversária, Maria Sharapova, ganhou as suas duas primeiras finais de grand slam em que participou.

04:15
Maria Sharapova sagrou-se campeã do primeiro grand slam do ano. Justo e sem discussão. Mais winners, menos erros não forçados, melhor no serviço e melhor na subida à rede, acho que não é preciso dizer muito mais. Entregue-se a taça, está bem entregue. Sharapova? Fantástica!

sexta-feira, janeiro 25



Na madrugada de amanhã decide-se o titulo feminino do Australian Open entre Maria Sharapova e Ana Ivanovic, naquela que será indiscutivelmente a final mais "bonita" da história do ténis mundial (e numa final onde, até ver, não tenho favorita à vitória). Até lá, este blogue limita-se a ter este post na entrada principal (amanhã regressa ao normal). Que ganhe a melhor!

This is the End

Djokovic está a fazer a Federer aquilo que Federer costumava fazer a todos os seus adversários. A curva descendente de Federer ainda agora está a começar... mas parece que este ano vou-me ficar pelo acompanhamento da final feminina.

quarta-feira, janeiro 23

Imprensa Desportiva *

* Sim, no Record, n'A Bola e n'O Jogo também encontro textos assim.

terça-feira, janeiro 22

Isto Não é um Blogue de Cinema II *

Já tinha referido que a Sharapova cilindrou a "Federer de saias"? Sim, mas olha, cá vai de novo:

Sharapova Ousts Henin in Upset

Someone understandably preoccupied with global markets and searching for an express-lane summary of what happened on Tuesday at the Australian Open, should take note of the following: A star was born. A star was reborn. And Serena Williams has everyone confused again.

The reborn star would be Maria Sharapova, who, of course, never left the planet’s screens, magazine covers and richest athletes lists over the past year but who has been much less of an irresistible presence on the planet’s tennis courts. Until Tuesday that is, when she played the most complete, focused and flawless big match of her career to overwhelm No. 1 seed Justine Henin 6-4, 6-0 in the quarterfinals and end the Belgian’s six-month winning streak.
* mas este post faz uma referência súbtil à mágica passadeira vermelha dos óscares.

Isto Não é um Blogue de Cinema

sábado, janeiro 19

O Imperador

No jogo de hoje, que opôs Roger Federer a Janko Tipsarevic no Open da Austrália, o destino ditou que o sérvio ganhasse. Só assim se explicam os dezasseis (em vinte e um) break points não aproveitados pelo imperador suiço, e os três (em três) break points aproveitados pelo sérvio. No entanto, e apesar do destino ditar o contrário, o suiço é um adepto fervoroso do make your own destiny... e assim se explica que com os parciais de 6-7 (5-7) 7-6 (7-1) 5-7 6-1 e 10-8 o imperador suiço tenha seguido em frente rumo ao seu 13º grand slam. No filme de 1984 de Milos Forman, Amadeus, a personagem Antonio Salieri refere-se a Wolfgang Amadeus Mozart como prova da presença de Deus na terra, Mozart seria o veiculo através do qual Este faria chegar a Sua música ao mundo. Ora bem, para mim, Roger Federer está para o ténis como Mozart esteve para a música clássica... inspiração divina?

sexta-feira, janeiro 18

Andava Indeciso...

...entre o ténis e o futebol como meu desporto favorito. No entanto, e dadas as performances fantásticas do Benfica que são por demais benéficas para o meu estado de saúde mental, no sentido que constituem o primeiro passo para me curar da doença obsessiva que é gostar mais daquele clube do que propriamente de futebol, vou abdicar parcialmente do futebol e dedicar-me a só acompanhar jogos de ténis. Para já é só vantagens, o Roger Federer não anda atrás de mim para que pague as quotizações de sócio e a Maria Sharapova tem umas pernas mais bonitas que as de qualquer jogador de futebol.

De certa forma tal espirito nota-se neste blogue, que já vai com 48 posts sobre ténis e somente 16 sobre futebol. Claro que tudo poderia ser diferente se o Benfica jogasse bom futebol, não é preciso enganar-me, mas noto em mim um ligeiro cansaço com o Benfica (mais do que com o futebol), e não me parece que venham só dos resultados. São os resultados, é o ritmo cá no trabalho (de onde faço este post), é o surgimento de outros interesses, é a falta de tempo que me obriga a fazer escolhas, é o FCP ser campeão já em janeiro? Sim, também é isso, mas não foi só isso que me fez perder os últimos dois jogos do Benfica, e muito menos foi só isso que fez com que eu não me sentisse abatido com os maus resultados recentes (e o não me sentir abatido é uma demonstração da minha actual falta de afecto pelo clube).

É como uma desilusão com um grande amor, mas olhem, deixem lá isso, não há de ser nada...

segunda-feira, janeiro 14

quarta-feira, janeiro 9

Emoção

Eu gosto de politica quase tanto ou mais do que gosto de futebol. Vibro com umas eleições bem disputadas (como as primárias americanas neste momento) como se de uma Liga dos Campeões se tratasse. Na politica, como no futebol, também a técnica e a táctica de cada executante importa - e a ideologia, embora conte muito, não é o único elemento ponderado, ou então, como explicar o apoio de tanta gente de direita a Obama?

A aparição de Oprah na campanha de Barack Obama em dezembro; o discurso de vitória de Obama; as (quase) lágrimas de Hillary Clinton; a critica forte de Bill Clinton a Obama no último dia antes da eleições em New Hampshire; da inevitabilidade de Hillary à incerteza; da rota imparável de Obama ao regresso de Hillary; do change de Obama ao experience de Hillary em Iowa, que em New Hampshire transformou-se no change, change, change de todos os candidatos; das sondagens falhadas por larga margem; do John McCain que durante o verão parecia não ter hipóteses de ganhar as primárias e agora é visto como um frontrunner (e não se admirem se for Rudolph Giuliani o vencedor final); o ex-pastor batista Mike Huckabee que vindo de parte incerta transforma-se numa possibilidade; do primeiro preto à primeira mulher na casa branca, mas em novembro de 2008 ainda é um republicano que ganha e não há mulher, nem preto, para ninguém...

Agora, digam-me sinceramente, se esta m*rda não é emocionante. É óbvio, e eu cá é que sei, que é. Mas para já, e apesar de gostar muito do penteado de Hillary e dos fatos do Obama, vou-me dedicar a outras coisas emocionantes. É já para a próxima semana que os campos de Melbourne Park vão encher de gente para ver os melhores do mundo num determinado desporto que dá pelo nome de ténis, entre os melhores, estará o melhor de agora e de todo o sempre, e pluribus unum, o verdadeiro man of the moment:

Roger Federer

sexta-feira, dezembro 28

Se me é permitido...

...escolher a minha figura deste ano, do anterior a este e do que há de vir:

domingo, novembro 18

Próximo Ano

Federer acaba o ano da melhor forma, vencendo a Masters Cup na final sobre Ferrer pelos parciais de 6-2, 6-3 e 6-2, sem discussão. Dizem-me que Federer é mau para a modalidade - discordo. Não há grande competitividade, é um facto, mas as pessoas deviam era agradecer o simples facto de terem a possibilidade de ver ténis como que emanado por uma qualquer entidade divina. O inferno para o deus da modalidade ainda reside naqueles campos avermelhados de roland garros, onde o diabo é rei. Que para o ano assim não seja, e que Federer para além disso vá ganhar a medala de ouro nos jogos olimpicos de Pequim. Teremos assim a possibilidade de ver num só homem os 4 titulos de grand slam, a medalha de ouro dos jogos olimpicos e o campeão do último masters cup... nunca a não competitividade foi tão competitiva. É a batalha de um homem por fazer do que parece impossível, possível.

sábado, novembro 17

Rivalidades

Federer atropela Nadal no caminho do 4.º título

Rafael Nadal esperava encontrar Roger Federer "num mau dia". Em vez disso calhou-lhe a fava: foi atropelado por 2-0 nos parciais de 6-4 e 6-1 em menos de uma hora (59:09 minutos, mais precisamente...) pelo n.º 1 do Mundo, que quis fazer jus ao ranking numa demonstração de classe pura.
Eu sei que é chato para quem não gosta dele, mas a vida é assim, o homem é bom... bem, bom não... o homem é magnifico. Sim, Nadal também é magnifico em terra batida e coisa e tal, mas e de resto? Nada, nickles, népia. O Nadal pode vir a ser isto e pode vir a ser aquilo - não me interessa. Pouco me preocupa o que os outros podem vir a ser, quando o Federer já o é. O que me importa a mim, agora, neste preciso momento, é o que poderá Federer vir a ser mais. O grand slam para o ano? Assim espero...

domingo, novembro 11

Next, please

Acabou a temporada feminina de ténis de 2007 com a vitória na Masters Cup em Madrid de Justine Henin - a melhor jogadora indubitavelmente deste ano, o que lhe rende o titulo de Federer com saias. Mas este é um ano que não deixa muitas saudades para o sector feminino: a lesão no ombro de Sharapova; a quase ausência de Mauresmo; o fim de carreira de Clijsters (para dedicar a vida à familia) e de Hingis (num caso de doping); a má forma fisica das irmãs Williams (mesmo assim as única que deram luta efectiva á número um mundial). Foi assim um ano dominado claramente pela belga - que recorde-se, também não marcou presença no primeiro grand slam da época. Este Masters foi um culminar ao nível da restante temporada: fraco. De bom neste masters, só o regresso em força da Maria, que acabou por dar alguma luta a Henin na final agora terminada. Que o próximo ano corra melhor.

quinta-feira, novembro 1

Maldita Cocaina

Martina Hingis anunciou que vai abandonar o ténis profissional. Pelos vistos a menina foi apanhada nas malhas da cocaina no torneio de Wimbledon. Triste saida para alguém que foi das melhores atletas que a modalidade conheceu.

segunda-feira, setembro 10

Ressaca

Djokovic had been the comedian of the United States Open, a 20-year-old Serb who had won over the crowd with his postmatch impressions of fellow players as well as his gutsy baseline game.

Federer did not care for his act. And in the accelerated end, Djokovic, playing in his first Grand Slam final, was not yet ready for the inimitable Federer.

Those were the closing words of his news conference, perhaps fueling a compelling rivalry between the fashionable traditionalist, Federer, and the YouTube star, Djokovic.

Not that Federer, 26, was willing to admit it. He is chasing one man, Pete Sampras, the retired career leader with 14 Grand Slam titles.

He could not say the same for Djokovic. Federer said he still considered Nadal his true rival, even as Djokovic joined the conversation.

Federer was dismissive of Djokovic’s impressions of other players — Nadal, Roddick, Andre Agassi and even Federer.

“I know some guys weren’t happy. I know some guys might think it’s funny. He’s walking a tightrope, for sure. If fans like it, it’s good for tennis, to be honest. It’s good to have a character like him out there, there’s no doubt.”

Federer left no doubt. For now.

Na minha modesta opinião, não é em Novak Djokovic, nem em Rafael Nadal, que Roger Federer encontra o seu maior rival e a sua principal motivação para manter-se no topo. É com a história da modalidade que Federer tem um ajuste de contas a concretizar. É verdade que Nadal uma vez ou outra traz Federer à terra e dá-lhe uma lição de humildade, mas a aparente vantagem de Nadal frente a Federer não deixa de ser fruto das circunstâncias. Nomeadamente da circunstância de Nadal invariavelmente ser eliminado nos torneios onde Federer é mais forte, enquanto Federer recorrentemente vai à final dos torneios de terra batida onde Nadal, por enquanto, é o rei. No dia em que Nadal ou Djokovic conseguirem rivalizar com Federer de igual para igual, dificilmente será por estes dois elevarem o seu jogo ao nível do jogo do suiço, mas será sempre por um abaixamento de forma do melhor jogador de todos tempos.

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