terça-feira, março 18
domingo, janeiro 6
Livros e Filmes
O livro que mais gostei de ler foi a obra de Cormac McCarthy, A Estrada. Curiosamente, na altura que acabei de o ler não fiquei com a impressão que fosse a melhor coisa que havia lido até então - o livro era bom, mas não o melhor. Contudo hoje, e em perspectiva, recordo-me perfeitamente da história contada e de muitas passagens do livro. Esta capacidade de uma história marcar presença constante na memória de quem a lê é uma propriedade só ao alcance de grandes obras - e de 2007, é d'A Estrada que nem tão cedo me esquecerei. Para 2008 duas expectativas, uma a de ler o Exit Ghost de Philip Roth e ficar com a mesma impressão dos criticos que tenho lido, ou seja, que o livro é excelente. A segunda a de fazer com Cormac McCarthy o que fiz este ano com Philip Roth - gastar uma pequena fortuna e comprar boa parte da colecção literária do escritor e lê-la.
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segunda-feira, dezembro 24
Feliz Natal
O centro comercial a abarrotar. As últimas compras de natal. A secção de doces no supermercado com as prateleiras vazias. Uma indecisão final entre os destaques literários da FNAC. De Cormac McCarthy lá estava o "Este País Não é Para Velhos" e de Philip Roth "O Animal Moribundo". Optei pelo segundo, o primeiro vou esperar pelo filme. Não me contenho, sou um tipo que tem de oferecer prendas a sí próprio. Mais umas ofertas compradas e no fim mais um fato para a minha colecção. Carteira vazia, mas trato-me bem. O natal é uma vez por ano, ou num registo mais optimista, o natal é quando o homem quiser. Tratem-se bem e tratem bem os outros.
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domingo, dezembro 9
Obra Infantil
Sobre The Chronicles of Narnia de C.S.Lewis, Pullman também não tem opinião muito favorável. Em 1998, aquando do centenário do nascimento do escritor britânico, Pullman escrevia no Guardian o artigo "The Darkside of Narnia", onde concluia da seguinte forma: "I haven't the slightest doubt that the man will be sainted in due course: the legend is too potent. However, when that happens, those of us who detest the supernaturalism, the reactionary sneering, the misogyny, the racism, and the sheer dishonesty of his narrative method will still be arguing against him."
Sobre As Crónicas de Nárnia tenho pouco a dizer, também não sou grande fã. Agora sobre Tolkien e o seu magistral O Senhor dos Anéis acho que Pullman falha redondamente na sua análise. Fazia-lhe bem ler um pouco de Tom Shipey. A preocupação de Tolkien com mapas, planos, linguagens e códigos é uma constatação para quem lê a obra, mas não é só isso que lá está presente, nem é isso o que de mais importante se retira da leitura. O livro de Tolkien é todo ele um épico glorioso sobre a natureza do mal e a luta que todo o homem enfrenta para guiar-se pelo valores correctos. O anel como simbolo de poder que consegue corromper até o coração dos mais justos.
Mas Pullman agora terá motivos para ponderação. A "obra infantil" The Lord of the Rings conseguiu fascinar tantos e de todas as idades - quer em livro, quer em filme - e a sua obra "magistral", apesar de um sucesso ao nível do livro, parece destinada a falhar ao nível do grande ecrã (ou pelo menos, a não passar de um êxito modesto). O motivo, como tão bem explica aqui o Alex Tabarrok com ironia, é a falta de direcção do filme (recorde-se que o titulo do filme é A Bússola Dourada). Por outro lado, aqui, Christopher Orr aponta a mesma critica ao filme com a frase "somebody get the director a map."
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terça-feira, novembro 20
Recorrente
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terça-feira, outubro 30
sexta-feira, agosto 17
O Mau, o Péssimo e o Pior
Sobre o novo livro de Robert Gellately (Lenin, Stalin, and Hitler: The Age of Social Catastrophe), o artigo Compare and contrast na The Economist:IN THEIR different ways they were as bad as each other, the three monsters of 20th-century Europe. That is an oddly controversial statement. Hitler is almost universally vilified; Lenin remains entombed on Red Square as Russia's most distinguished corpse; and modern Russia is looking more kindly on Stalin's memory.
Anyone who still believes in the myth—assiduously propagated by the Soviet Union and its admirers—of the “good Lenin” will find the book uncomfortable reading. The author outlines with exemplary clarity Lenin's cruelty, his illegal and brutal seizure of power, his glee in ordering executions, the institution of mass terror as a means of political control and the construction of the first camps in what later became the gulag. “Far from perverting or undermining Lenin's legacy, as is sometimes assumed, Stalin was Lenin's logical heir,” he writes icily.
Mr Gellately busts another myth too: that Hitler seized power by fear and force. The combination of anti-Jewish and anti-Bolshevik rhetoric played well with the German public. People felt humiliated by defeat and impoverished by recession, and Hitler blamed “the Jews” for both.
Leitura recomendada: Aconteceu na URSS
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terça-feira, agosto 7
Belo dia em que os comprei
"Tivesse ele sabido do sofrimento mortal de todos os homens e mulheres que por acaso tinha conhecido durante todos os seus anos de vida profissional, da história penosa de desgosto, sofrimento e estoicismo, de medo, pânico, isolamento e pavor de cada uma dessas pessoas, tivesse ele sabido de todas as coisas, até à mais insignificante, que elas tinham deixado para trás depois de em tempos terem sido estruturalmente suas, e da forma sistemática como estavam a ser destruídas, e teria sido obrigado a ficar ao telefone o resto do dia e pela noite fora, fazendo pelo menos mais cem chamadas. A velhice não é uma batalha; a velhice é um massacre."
Já lido, e altamente recomendado. Quando neste post disse que ia devorar os dois livros no fim de semana, menti. Menti porque o tempo não me permitiu tal feito. Fiquei-me pelo livro de Roth. Podia também ter mentido na parte do "devorar" - qualquer um dos autores é novidade para mim (leitor mais assíduo de clássicos), e embora as criticas fossem boas, já me desiludi frequentemente com obras que cometeram a proeza de sobreviver ao passar do tempo. Lembro-me de começar a ler um dos Trópicos (Capricórnio ou Câncer, não me recordo) de Henry Miller e ter desisitido logo nas primeiras páginas. Mas com Everyman (titulo original) de Roth verificou-se aquele click que torna a leitura mágica -o começar a ler e não mais querer parar. De tal forma que o A Conspiração contra a América já está na lista para ler a seguir (sim, é defeito, se gosto de um autor tenho de ler mais do mesmo - se bem que pelo que li este Todo-o-Mundo fugia um bocado ao habitual em Roth - logo descubro). Mas entretanto há uma caminhada entre um pai e um filho num mundo algures entre o Mad Max e o Dawn of the Dead para acompanhar:Philip Roth, Todo-o-Mundo, Publicações D.Quixote, pp. 154-155, tradução de Francisco Agarez.
Sim... não duvidem... também é para "devorar"..."Vamos, disse. O rapaz voltou a cabeça e olhou para o carrinho pela derradeira vez e depois seguiu-o em direcção à estrada."
Cormac McCarthy, A Estrada, Relógio d'Água, pp. 69-70, tradução de Paulo Faria
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quarta-feira, agosto 1
Para mostrar que sou um gajo que lê muito
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segunda-feira, julho 30
Com 3 letrinhas apenas...
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sexta-feira, julho 27
Leitura de verão
Assisto à entrevista de Jaime Nogueira Pinto na SIC Noticias a propósito do seu livro António de Oliveira Salazar: O Outro Retrato. Devo dizer que, apesar de não ter nenhuma simpatia pela figura em causa, a mesma desperta em mim uma certa curiosidade - para não dizer uma enorme curiosidade. Quer pelo rumo que Salazar deu a Portugal, quer pela notória influência que o mesmo ainda tem nos hábitos actuais dos portugueses.
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sexta-feira, julho 20
Ir na corrente
To be in love is not the same as loving. You can be in love with a woman and still hate her.
Sobre a Liberdade, John Stuart Mill - o caríssimo Engº Sócrates nunca o leu, ou tendo-o lido, não o percebeu...
Por mim a corrente fica por aqui, livre de ser apanhada por quem a quiser...
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segunda-feira, fevereiro 12
Sobre a liberdade
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domingo, fevereiro 4
Dune de Frank Herbert
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The threat to capitalism from the worldwide green movement is formidable, and Lal’s chapter “The Greens and Global Disorder” is the best short analysis of it I have read. He exposes the misanthropy underlying green philosophy. I have yet to meet a classical liberal who does not appreciate a healthy and diverse environment. However, the questions are: What can we preserve, and how can we preserve it without inflicting greater harm on ourselves? The green movement grows by preying on people’s natural fears of ecological catastrophe. Greens object to life-saving chemicals such as DDT, low-emission nuclear energy, genetically modified crops that save millions from malnutrition and starvation, harvesting of renewable resources, wind farms, geoengineering, and innumerable other initiatives worldwide that threaten their idyllic and static view of the world. They seek to employ the precautionary principle to veto any enterprise that bureaucratic scientists do not declare to be environmentally risk free. Civilization cannot exist in such a regime. The great green trump, of course, is climate change. The facts that the climate changes without human causation, that its fluctuations over long periods are well known, that the human contribution to climate change is speculative, that there are enormous costs in trying to stop climate change, that there are actual gains from climate change, that adaptation to climate change is feasible, and that there are technological and market-based alternatives to the Kyoto scheme do not deter green fundamentalists.





