Futura primeira-dama francesa:
sexta-feira, dezembro 28
domingo, julho 15
Sobre a Revolução Francesa
"I cannot [...] give praise or blame to anything which relates to human actions, and human concerns, on a simple view of the object, as it stands stripped of every relation, in all the nakedness and solitude of metaphysical abstraction. Circumstances [...] are what render every civil and political scheme beneficial or noxious to mankind. Abstractedly speaking, government, as well as liberty, is good; yet could I, in common sense, ten years ago, have felicitated France on her enjoyment of a government (for she then had a government) without inquiring what the nature of that government was? [...] Can I now congratulate the same nation upon its freedom? Is it because liberty in the abstract may be classed amongst the blessings of mankind, that I am seriously to felicitate a madman, who has escaped from the protecting restraint and wholesome darkness of his cell, on his restoration to the enjoyment of light and liberty? [...] I should, therefore, suspend my congratulations on the new liberty of France until I was informed how it had been combined with government, with public force, with the discipline and obedience of armies, with the collection of an effective and well-distributed revenue, with morality and religion, with the solidity of property, with peace and order, with civil and social manners. All these (in their way) are good things, too, and without them liberty is not a benefit whilst it lasts, and is not likely to continue long."
Sobre o assunto, os textos de Pedro Arroja e do Rui A. são uma delicia, por ordem: I, II, III, IV, V, VI. Uma espreitadela a este post também não fica mal.
domingo, maio 6
Como esperado

A convincing victory for Sarkozy in France
Em França, nada de novo. Tal como esperado, Sarkozy ganhou as eleições com relativa facilidade. O único factor que poderia ter impedido a vitória de Sarkozy teria sido a passagem de Bayrou à segunda-volta. Contra uma Segoléne Royal, que logo no principio da campanha, acabou com qualquer possibilidade de dinâmica eleitoral favorável às suas hostes, com as gaffes a propósito de politica internacional, Sarkozy lutou contra a vacuidade - e por isso, venceu. Com uma Angela Merkel em Berlim, e Nicolas Sarkozy em Paris, estão lançadas as bases para a reaproximação da Europa aos vizinhos do outro lado do Atlântico. Fica também dificultado o processo de adesão da Turquia à União Europeia. É aliás, no campo relativo à União Europeia, que mais dúvidas tenho sobre quais serão as pretenções de Sarkozy... fica para ver.
Madeira: projecção dá vitória ao PSD com mais de 67 por cento dos votos
Excepção Francesa
França conhece hoje o seu novo Presidente
«E nós, portugueses, que devemos desejar? Em primeiro lugar, que Sarkozy - o mais provável Presidente - clarifique que não é partidário do modelo de Directório para gerir a Europa. Depois, que a França se empenhe de forma determinada nas reformas da União Europeia. E, finalmente, que arrumem a casa sem com isso destruírem a especificidade francesa. Se a França se tornasse num pastiche da cultura anglo-saxónica, o mundo ficaria menos diverso e, por isso, mais pobre. A exception française é, também, uma parte da nossa possibilidade de continuarmos a ser diferentes. O que não quer dizer que sejamos melhores; mas também não que sejamos por isso piores.»
José Miguel Júdice - Público (03-05-07)
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Etiquetas: França, Nem concordo nem discordo
sexta-feira, maio 4
Mal Disposta
PARIS: The French presidential campaign officially closed Friday with the Gaullist front-runner, Nicolas Sarkozy, looking ever more assured of winning Sunday and his Socialist rival, Ségolène Royal, predicting street violence if he is elected.
Her warning came after the two latest opinion polls suggested Sarkozy would beat her by a bigger margin than predicted a few days ago, before a combative debate on national television in which Sarkozy kept his cool under rhetorical fire from Royal.
E como estará a cara Ana Gomes:Confrontado com os comentários de Royal, que durante a campanha evitou referir-se directamente ao seu adversário, Sarkozy disse apenas: "Talvez ela tenha acordado hoje mal disposta. Deve ser dos resultados das sondagens".
Sim, para Ana Gomes - que julgo não votar nas eleições francesas - Royal é um poço de virtudes. Pena que o povo francês não pareça pensar assim... coisas estranhas, é o que é.Ela ganhou o debate.
Mostrou que tem o que é preciso para incutir confiança, tomar decisões e estimular reformas "sem brutalizar a França". Mostrou reflexão, convicção, humanidade, serenidade, bom senso, firmeza, abertura para fomentar consensos, capacidade argumentativa, controle, autencidade. Ah, e também audácia, energia e mesmo agressividade q.b.
domingo, abril 22
sábado, fevereiro 17
Nicolas Sarkozy
A revista The Economist traz na sua última edição um artigo sobre Segolène Royal, intitulado The Lady in Red. Neste traça um quadro negro sobre Ségo, reportando ao facto de para alguém que quer transparecer modernidade, frescura e originalidade, parece querer adoptar o mesmo tipo de politicas ultrupassadas de esquerda, já várias vezes apresentadas, já várias vezes fracassadas. Nesse aspecto, o actual primeiro-ministro Tony Blair, com a sua terceira via, que tanto irrita muita gente de esquerda, foi de longe o que conseguiu dar uma nova perspectiva à esquerda, e levá-la a caminhar para o futuro. Blair foi o último grande líder da Europa, que seguiu-se a nomes gigantes como Margaret Tatcher, François Miterrand, ou Elmut Kohl. A Espanha também teve líderes fortes, em Felipe González e José Maria Aznar - mas convenhamos, esta ainda não tem o peso politico dum Reino Unido, duma Alemanha, ou duma França. Em Itália, lideres fortes, só Silvio Berlusconi, mas este, tal é a teia de corrupção à sua volta, e o estilo abrupto e autoritário com que faz politica, que só denigre a sua credibilidade politica, e deixa mal vista uma certa direita europeia.
Quantos se lembrarão de Gerhard Schröder? E de Jacques Chirac? Bem, deste último lembrarão-se com certeza, mas não tanto por ter contribuido por algo mais na politica internacional, somente por se ter imposto à politica americana, e tentado fazer transparecer na França um contraponto aos Estados Unidos. A Itália, cheia de instabilidade politica, também não será com Romano Prodi que voltará a fazer ouvir a sua voz no mundo. E a Espanha garantiu a um Zapatero uma vitória imerecida, e a esperança que dali vinha algo de bom, parece ter caido finalmente por terra com os atentados da ETA. A Alemanha substituiu um Schröder por uma Merkel, mas dada a forma governamental que a Alemanha foi obrigada a adoptar, uma coligação entre esquerda e direita, a força de Merkel ficou minada, e não me parece que esta vá trazer nada de especial à Europa. Em Inglaterra já se sabe que será entre Cameron e Brown que se disputará a próxima eleição... mas não tenho muitas dúvidas, nenhum deles convence-me, e quem quer que se siga a Blair, terá enormes dificuldades em singrar. Vem aí um novo John Major.
Neste clima de uma Europa sem liderança, não é de estranhar a forma como Vladimir Putin aparece no terreno, tentando voltar a pôr a Rússia no terreno. Esta Europa da conversação, que já não vê nos Estados Unidos um aliado natural, mas que ao mesmo tempo não apresenta alternativa à politica deste que não sejam as conversações, que resultam invariavelmente num fracasso, fica sem força e é normal que outros ocupem o espaço vazio que esta deixou ficar. O mundo ficará certamente um lugar mais perigoso, se deixarmos a luta contra os radicais somente para os Estados Unidos. E o problema é que muitos na Europa, falo do povo está claro, gostavam de ver os Estados Unidos a perder a sua batalha, tal é o ódio que nutrem por estes - muitos à espera de uma vingança após a queda da União Soviética. É por isso que só com lideres fortes na Europa o mundo poderá voltar a ficar mais seguro. Convenhamos, Angela Merkel por exemplo, bem se esforça por reforçar as relações da Alemanha com os Estados Unidos, mas se boa parte do seu povo é contra tal politica, de que lhe serve seguir essa politica se não consegue levar o seu próprio povo a aceitá-la.
Isto tudo para dizer que vejo em Nicolas Sarkozy um líder forte. E vejo nele uma vontade de alterar a relação França-Estados Unidos. O homem não é só virtudes, tenho aliás, muitas dúvidas em relação a algumas das ideias que expressa, mas considero que é talvez uma das últimas esperanças da Europa dar a volta por cima à situação de agonia a que chegou. Se Royal vencer... bem... não é o fim do mundo, mas talvez seja o fim do mundo como o conhecemos - ainda para mais, quando a senhora, parece não convencer pela inteligência - it's all in the look.
Publicada por
Jorge A.
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12:51
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Etiquetas: França, Politica Internacional
quarta-feira, fevereiro 14
França
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