"The smallest minority on earth is the individual. Those who deny individual rights cannot claim to be defenders of minorities." Ayn Rand
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sexta-feira, fevereiro 15

Estado da Nação

A nação está de rastos, mas quem ouve falar aquele que governa a nação mal nota. Entretanto, são milhares e milhares que se vergam ao governo português. O medo paira na relação entre o estado e os seus cidadãos, quer seja na relação dos pequeno comércio com a ASAE, quer na relação do pequeno contribuinte para com o fisco - mas a apatia do cidadão face à repressão estatal é total. O governo está imparável, e aqueles que querem parar o governo, levam.

Uma sociedade civil que não se mexe, que não se questiona, que acha tudo muito normal. O cidadão não exige que o governo central o deixe levar a sua vidinha tanto quanto possível, antes pelo contrário, exige que o governo lhe resolva a vida - e alguém que se sente dependente do governo não deve (pode) criticar o mesmo.

Ora, não é por mal, que os outros queiram viver dependentes do Estado, muito bem, é lá com eles, mas eu gostava de um pouquinho mais de autonomia para mim próprio, sff.

segunda-feira, janeiro 21

Lei do Tabaco

"A lei é muito clara", diz o drº Francisco George, director geral de saúde, no Prós e Contras de hoje à noite. Depois perde cerca de cinco minutos a tentar explicar os parâmetros da qualidade do ar que têm de ser respeitados pelos restaurantes na nova lei do tabaco (inclusive fazendo referência à lei francesa, que é igual à portuguesa, mas inclui uma cláusula que...). José Sá Fernandes resume a intervenção do carissimo director geral de saude: "grande confussão que vai por aí". Antes disso a segunda figura da ASAE (compreende-se a falta da primeira figura, não fosse vir à baila o caso do casino Estoril), referiu que a única coisa que poderão exigir a um restaurante que tenha o sistema de extracção montado é a garantia do técnico que montou tal sistema de que tudo está conforme - depois remete para uns parâmetros que serão aprovados em 2009 (!). Vinte e um dias de aplicação da lei e a bandalheira é geral - não admira que o drº Francisco George tenha iniciado o debate fazendo referência à pacatez na aceitação da lei do povo português. No entanto seria bom que o drº Francisco George viesse visitar o restaurante que eu normalmente frequento à hora de almoço, ia ver a pacatez do povo português na aceitação da lei in loco... extractor? nem vê-lo, mas numa das salas que corresponde a 70% do espaço total do restaurante quem quer pode fumar. E certamente para espanto do srº drº director geral da saúde, ninguém se queixa...

quarta-feira, janeiro 9

O Distico Azul é um Mal a Abater

Diz a noticia que a DGS quer ver protegidos dos efeitos do fumo os trabalhadores e os clientes não fumadores. Dizem os não fumadores (que não eu que também não fumo) que os fumadores mal educados e intolerantes raramente os respeitavam. Combate-se a intolerância com a intolerância. Mas está visto que com esta lei não é a liberdade do fumador que está a ser posta em causa, mas a dos proprietários... e são todas elas tão boas as intenções do drº Francisco George, até me emociono de tanta preocupação com a saúde dos trabalhadores e clientes.

quarta-feira, janeiro 2

Noticias de um país que se não existisse tinha de ser inventado

Outro auto foi levantado no Algarve, pouco antes de almoço, quando o proprietário de um café da Fuzeta, concelho de Olhão, chamou a GNR para autuar um cliente que se recusava a apagar o cigarro.

Chegada a patrulha, o prevaricador e seus cigarros já tinham partido e o proprietário do café não conseguiu identificá-lo para posterior autuação. Porém, os militares da GNR acabaram por multar o dono do estabelecimento, por não ter colado os obrigatórios dísticos de proibição de fumar.
O inspector-geral da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) foi fotografado a fumar num casino depois da entrada em vigor da lei do Tabaco, segundo o “Diário de Notícias”. A Confederação para a Prevenção do Tabagismo diz ser lamentável mas desvaloriza impacto.

Em explicações ao “Diário de Notícias”, António Nunes considerou que a nova lei "não proíbe expressamente o tabaco nos casinos e nas salas de jogos", justificando com a existência de um conflito de interesses com a lei do jogo, que contudo, não faz qualquer referência ao consumo de tabaco.

No entanto, um parecer da Direcção Geral de Saúde indica que os casinos e salas de jogo, "sendo locais fechados, não podem deixar de se incluir no âmbito da aplicação a lei", além de estarem abrangidos na lei por "serem locais de trabalho".

terça-feira, janeiro 1

Tentáculos

Em 2006, Paulo de Azevedo anunciou o lançamento de uma oferta pública de aquisição da Sonaecom à Portugal Telecom. Os analistas anunciaram que o gesto significava a entrada de Portugal no capitalismo puro e duro. À luz do resultado de tal operação e dos recentes acontecimentos relativos ao Banco Comercial Português, não posso deixar de esboçar um sorriso.

Somos um país pequenino onde os tentáculos do estado abrangem tudo e todos. Até, se necessário, o maior banco privado português e outrora simbolo da capacidade empreendedora do sector.

segunda-feira, dezembro 31

Ainda Bem

Tabaco: «A saúde está primeiro»

Comerciantes destacam as vantagens dos espaços sem fumo: benefícios para a saúde de clientes e funcionários, para os edifícios e poupam o dinheiro das obras de adaptação.

Além das preocupações económicas, já que António Fonseca diz que as obras de adaptação são «um investimento considerável», há a preocupação com a saúde. «É óbvio que caminhamos para a proibição total de fumar em espaços fechados e ainda bem, já que a saúde está acima de tudo e pode ser que as pessoas até deixem de fumar».
Se "ainda bem" que "caminhamos" para o "óbvio", ou seja, a "proibição total de fumar em espaços fechados" porque a "saúde está acima de tudo", e se são os comerciantes que dão destaque a tal, gostava de perceber o porquê de os comerciantes por sua própria iniciativa já não terem caminhado em direcção ao ainda bem do óbvio. É óbvio que há qualquer coisa aqui que me escapa...

Entretanto, há quem queira evitar o óbvio (ainda mal? será?):

António Gomes da Silva, proprietário do restaurante Solar do Pátio, no Porto, já decidiu: a partir de 1 de Janeiro, o restaurante será um espaço de fumadores. «Eu sou fumador, assim como 99 por cento dos meus clientes, por isso, só faz sentido que permita fumar». O responsável adianta que está a preparar o restaurante com extracção para o exterior e já tem o dístico de fumadores para colocar na porta.

domingo, dezembro 30

Um Feliz '08 para a Restauração Portuguesa

ASAE diz que metade dos restaurantes e cafés portugueses estão condenados a fechar

Metade dos restaurantes e cafés em Portugal “estão condenados a fechar” por não cumprirem a legislação comunitária ou por não terem viabilidade económica, disse hoje ao semanário “Sol” António Nunes, o inspector-geral da ASAE (Autoridade de Segurança Alimentar e Económica).

António Nunes referiu um relatório da Comissão Europeia, segundo o qual “o nível de aplicação das regras de higiene e de controlo oficial [em Portugal] não é satisfatório”.

Além disso, Portugal tem “três vezes mais restaurantes por habitante do que a média europeia”. A União Europeia tem “uma média de 374 habitantes por restaurante; em Portugal são 131. Isto não tem viabilidade económica”, afirmou.
A ditadura dos burocratas europeus chegou e está para durar. E acho "ternurenta" a preocupação do inspector-geral da ASAE para com a viabilidade económica dos restaurantes e cafés portugueses. Se os restaurantes e cafés não tem viabilidade económica deixemos o mercado funcionar que mais tarde ou mais cedo alguns fecharão, o que reduz a utilidade do excelentissimo inspector geral da ASAE nessa matéria a zero. Será que não passa pela cabeça do exmº senhor da ASAE que a média de restaurantes por habitante em Portugal é bastante superior à média europeia por questões culturais? E que, portanto, ao contrário do que está implicito nas declarações do excelentissimo senhor da ASAE, o elevado número de restaurantes por habitante em Portugal não revela necessariamente um problema de inviabilidade económica no sector, mas antes pelo contrário, que em Portugal há viabilidade para ser gerada tal situação.

Mas se o objectivo é trasnformar-nos um tanto ou quanto mais anglo-saxónicos, mais MacDonald's, mais Pan's & Company, resumindo e concluindo, mais fast food, estamos no bom caminho. Ficamos é dia para dia, um bocadinho menos portugueses...

Um Feliz '08 para os Fumadores Portugueses

Vida dos fumadores portugueses muda a partir de 3ª feira

A partir de terça-feira a vida dos fumadores portugueses vai mudar com a entrada em vigor da nova lei do tabaco, que genericamente proíbe o fumo em todos os espaços destinados a utilização colectiva.

segunda-feira, dezembro 24

Os Melhores do Século

A propósito deste post fui fazer um pequeno trabalho de investigação. Quando custaria ao contribuinte português a elaboração de um dos filmes do século XXI?

O ICAM revela em pormenor todos os resultados dos concursos a apoios cinematográficos. Assim descobri que, por exemplo, o Juventude em Marcha teve direito a 650 000 euros. Tendo em conta que só 2223 pessoas viram o filme em Portugal, isto resulta num financiamento por espectador de 292 euros (nada mal). Ou, numa perspectiva mais optimista, uma das obras cinematográficas do século XXI custou a cada um de nós miseros 6,5 centimos. Ora eu consigo viver sem 6,5 centimos, não consegue o caro leitor? Conseguirá, certamente.

Já o "jovem" Manoel de Oliveira, em inicio de carreira, e que portanto precisa do apoio do estado, recebeu 648 437 € por Vou para Casa em 2000; 648 437 € por Jóia de Familia em 2001; 648 500 € por Um Filme Falado em 2002; 650 000 € por O Quinto Império em 2003; 650 000 € por Espelho Mágico em 2004; e 650 000 € por Belle Toujours em 2005. Nada mal, entre 2000 e 2005 Manoel de Oliveira não falhou um, 3 900 000 euros só à pala do grande realizador nacional. É bom ser grande em Portugal. 39 centimos foi quanto cada português deu para Manoel de Oliveira continuar a fazer os seus belos filmes. Ora, eu consigo viver sem 39 centimos, não consegue o caro leitor? Conseguirá, certamente. Já o bom do Manoel de Oliveira é que não consegue fazer filmes sem os seus 39 centimos - sejamos solidários.

Na bilheteira, o Quinto dos Impérios teve 8218 espectadores, o Belle Toujours 3845 espectadores, e o Espelho Mágico 2657 espectadores. Tendo em conta o número de espectadores que leva aos cinemas portugueses, parece-me bem que ano após ano o caríssimo Manoel de Oliveira tenha direito ao seu subsidio.

Um breve apanhado aos subsidios do ano 2000 revela um total gasto de 17.056.267€. Nos subsidios de 2005 o valor global é de 7.450.000€. Assumindo que tal diferença não se baseia em falta de informação, em cinco anos conseguiu-se cortar quase 10.000.000€ em subsidios (mais um euro no bolso de cada português). Não me parecia mal que nos próximos cincos anos os restantes 75 centimos de cada português fossem deixados nos seus bolsos. Dêem a reforma ao pobre do Manoel de Oliveira...

domingo, dezembro 23

Defesa do Consumidor

ASAE recebe 50 denúncias por dia

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) recebe, em média, 50 denúncias por dia. Trata-se de relatos sobre estabelecimentos com falhas ao nível da higiene ou conservação dos alimentos – a maioria dos quais produzidos por comerciantes que se sentem lesados pela concorrência, que consideram desleal, de lojas vizinhas ou que actuam no mesmo ramo.
A ASAE não é uma máquina ao serviço do consumidor, antes pelo contrário, é uma máquina ao serviço de alguns empresários que à boa moda portuguesa querem limitar a concorrência. É fácil perceber então que os que se queixam à ASAE sejam os donos de estabelecimentos e não os frequentadores dos mesmos. Os rissóis de uma qualquer superficie até podem cumprir as normas impostas pela legislação portuguesa, mas não tenham dúvidas meus caros, os que se vendem em algumas pastelarias com fabrico caseiro são imensamente melhores. Os das grandes superficies cumprem as normas, os da pastelaria cá da esquina não. O consumidor sabe, mas continua a preferir a pastelaria cá da esquina (e como eu o compreendo). Mas venha daí a ASAE defender o consumidor mesmo que este não tenha pedido protecção alguma. O consumidor é tolinho, os iluminados que criaram a ASAE é que sabem o que é bom ou não para o consumidor. Entretanto, à boa moda portuguesa, alguns empresários vão fazendo queixinhas...

segunda-feira, dezembro 3

Fazer Bébés

Deverá ser preocupação do Estado o número de crianças que os portugueses decidem ter? Em principio parece-me que a decisão de ter ou não uma criança devia ser somente do foro privado de cada um, mas o que leva então o Estado a imiscuir-se na vida intima de cada um? Ora, o motivo invariavelmente vai dar à sobrevivência do modelo social com que nos brindaram. Os custos com as reformas e os cuidados de saude vão disparar a pique, e a malta que efectivamente trabalha não é suficiente para sustentar os restantes. Vai dai é necessário fornecer incentivos estatais para encher a base da pirâmide etária como forma de fazer face ao alargamento do topo da mesma. É a engenharia social no seu melhor.

Meia dúzia de trocados (vindo de todos para alguns) e espera-se milagrosamente que as crianças comecem a ocupar Portugal do Algarve a Trás-os-Montes. No fim, muito provavelmente, a meia dúzia de trocados só irá servir para fazer alguns anteciparem o nascimento dos seus filhos, sem que tal induza a um aumento do número de filhos que iriam ter (com trocados, ou sem trocados).

Querem resolver o problema da pirâmide etária portuguesa e do modelo social vigente? Promovam a vinda de imigrantes para Portugal com politicas de verdadeira integração destes na nossa sociedade. Ao menos estes chegaração em idade adulta e cheios de vontade para trabalhar, sendo evitado logo à partida o custo que uma criança onera aos cofres do estado até chegar à idade adulta.

segunda-feira, novembro 19

Pedagogia

Uniformização dos 365 dias acabou por prejudicar consumidores com empréstimos à habitação

Logo que o diploma foi publicado, os bancos "inundaram" o BdP com pedidos de informação sobre a aplicação do diploma, decidindo, a maioria deles, incluindo a Caixa Geral de Depósitos, que a solução mais simples passavapela utilização da Euribor a 365 dias, cumprindo a exigência dos juros também a 365 dias.
O sublinhado a negrito é meu, e é uma parte deliciosa da noticia - ainda há quem espere que a CGD tenha um comportamento diferente dos restantes bancos quando afinal, se há diferenças, é para pior. O resto do conteúdo, propriamente dito, nada tem de novo, e não é que o secretário de estado do comércio, serviços e defesa do consumidor (!) não estivesse desde logo avisado. Se em vez de andar com estas merdinhas de proteger o consumidor com mais legislação rídicula, tomasse medidas cujo objectivo fosse a verdadeira promoção da concorrência nos mais variados sectores da nossa sociedade, estaria com mais juizo - e aí, lá está, acho que a banca deveria ser das últimas preocupações do senhor secretário de estado... mas a imoralidade do lucro, meus caros, a imoralidade do lucro... uma chatice.

domingo, novembro 11

Uma espécie de repost

"Se todos os seres humanos, menos um, tivessem uma opinião, e apenas uma pessoa tivesse a opinião contrária, os restantes seres humanos teriam tanta justificação para silenciar essa pessoa como essa pessoa teria justificação para silenciar os restantes seres humanos, se tivesse poder para tal. Caso uma opinião constituísse um bem pessoal sem qualquer valor excepto para quem a tem, e se ser impedido de usufruir desse bem constituísse apenas um dano privado, faria alguma diferença se o dano estava a ser infligido apenas sobre algumas pessoas, ou sobre muitas. Mas o mal particular em silenciar a expressão de uma opinião é que constitui um roubo à humanidade; à posteridade, bem como à geração actual; àqueles que discordam da opinião, mais ainda do que àqueles que a sustentam. Se a opinião for correcta, ficarão privados da oportunidade de trocar erro por verdade; se estiver errada, perdem uma impressão mais clara e viva da verdade, produzida pela sua confrontação com o erro - o que constitui um beneficio quase igualmente grande." John Stuart Mill, Sobre a Liberdade

Gosto particularmente deste excerto do livro Sobre a Liberdade de Stuart Mill, livro esse que para mim seria interessante ter sido lido e compreendido por muito boa gente. Não é que exista uma obrigatoriedade de aceitar a posição defendida no livro, especialmente no que toca ao princípio do dano, mas a vertente da defesa da liberdade de expressão e opinião é muito forte e de dificil contraditório. Que se diga que "o lugar da mulher é na cozinha"; "a homossexualidade é uma doença"; "os negros são menos inteligentes que os brancos"; "o holocausto não aconteceu", etc... etc... pode não se enquadrar no pensamento dominante - e pode ser mesmo que o pensamento dominante seja baseado na verdade - mas não devem ser silenciados aqueles que digam o contrário.

Querer colocar à margem da sociedade aqueles que encaram a homossexualidade como algo ruim, é tão mau quanto colocar à margem da sociedade aqueles que são homossexuais. Acredito piamente que se a sociedade não silenciar ninguém, e permitir a confrontação saudável entre diferentes pontos de vista, mais facilmente se alcança a verdade - e aqueles que acreditam piamente na veracidade da sua posição não devem temer o confronto com a posição contrária.

Da mesma forma, não faz sentido que o Estado neste dominio tome posição por nenhum lado da questão, sobre forma de procurar usar da sua influência para alterar a sociedade a favor da opinião das pessoas que dominam o Estado (sejam eles conservadores, liberais ou progressistas).

Claro que neste momento o que se verifica é uma batalha entre diferentes sectores pelo controlo da influência do Estado sobre a sociedade. Por exemplo, no caso da homossexualidade, o Estado esteve durante muitos anos (e ainda está) claramente de um lado do debate.

Parece-me a mim que a solução não passa pelo Estado adoptar a agenda LGBT como sua, mas antes por deixar de adoptar a agenda conservadora (defesa da familia tradicional). A solução não passa pela aceitação do Estado do casamento entre homossexuais, mas pelo fim do casamento com o patrocinio do Estado.

No que diz respeito à partilha de direitos e deveres entre duas pessoas que se amam, que tal seja possível qualquer que seja a orientação sexual das mesmas, mas através de outro mecanismo que não o casamento (e repare-se que para os mais conservadores a instituição casamento não desapareceria, manteria-se viva através das várias Igrejas).

sexta-feira, novembro 9

Uma máquina fiscal imparável

Fisco penhora conteúdo de caixas registadoras

São 20 equipas do Fisco (40 funcionários) que podem, ao fim do dia, entrar em restaurantes, lojas de pronto-a-vestir ou gasolineiras e retirar o conteúdo da caixa para pagamento de dívidas fiscais.

sexta-feira, novembro 2

Óptimas condições para a prática do futebol

Médicos chefes das urgências do Hospital de Faro demitem-se em bloco

Os 19 médicos chefes das urgências do Hospital de Faro demitiram-se em bloco, anunciou hoje o bastonário da Ordem dos Médicos, que considerou que os utentes que se deslocam àquele serviço correm um "risco efectivo" devido às suas "inaceitáveis" condições.
Mais três e podem organizar um joguinho entre amigos nas óptimas instalações do estádio do Algarve...

domingo, outubro 28

A State to Rule Them All


Francisco Louçã irrita-se com o facto de as escolas privadas aparecerem no topo do ranking. Preocupa-se com quem as financia. Ora, eu fico preocupado é com o facto de muitas escolas que eu financio - as estatais - aparecerem tão mal colocadas e com tão maus resultados. Se as privadas, financiadas por privados, aparecem bem ou mal colocadas tanto me faz. E acho muito bem que quem pode (tem dinheiro para...) decida financiar a educação do seu filho. Curioso é também o facto de que quem paga uma proprina privada para o seu filho estudar, pague duplamente a educação, uma vez que os seus impostos são usados para financiar o ensino estatal - para quando a introdução do cheque ensino? Claro que é o conceito de cheque ensino que anda a irritar Louçã... este não quer que os pais decidam qual a escola e o sistema (privado ou estatal) onde querem meter os filhos... Louçã quer escolher por todos os pais o que é melhor para os seus filhos. Nada de novo, portanto.

Já o camarada Jerónimo de Sousa tem saudades dos tempos em que os bancos eram todos nacionalizados. Para o camarada os bancos ainda não são dos accionistas, são do estado. Belo país seria este com o camarada de Sousa na liderança...

sexta-feira, outubro 19

Porreiro, pá!


Hospital de Faro nega que espera para consultas de Ortopedia atinja os cinco anos
O relatório, elaborado na sequência da auditoria ao Acesso dos Cuidados de Saúde, indica que foram detectados tempos de espera "especialmente elevados" na Ortopedia da unidade algarvia, que podem atingir os cinco anos entre a marcação e a realização da consulta. Em comunicado, o Hospital de Faro diz que os dados não correspondem à "realidade actual", pois desde Maio de 2007 que, com a implementação do projecto Consulta a Tempo e Horas, as consultas são agendadas desde logo, depois de avaliada a prioridade clínica.
A pergunta que se impõe é se Sócrates também se terá virado para Carlos Cruz e felicitado-o com um porreiro, pá! aquando da decisão da UEFA de entregar a organização do Euro 2004 a Portugal (na altura, o nosso primeiro era Ministro Adjunto de Guterres com as tutelas da toxicodependência, juventude e desporto, e foi a par de Miranda Calha, Gilberto Madail e Carlos Cruz um dos obreiros da vinda do Euro 2004 para Portugal). Como se pode ver, cá para o Algarve, o evento teve um óptimo beneficio. Será mentira dizer que temos um óptimo estádio sem utilidade nenhuma, e um hospital distrital de merda?

segunda-feira, outubro 15

Altruistas

Nem a propósito do meu post anterior, deparo-me com esta noticia:

Apenas 14 municípios têm nutricionista para definir refeições escolares

Apenas 14 dos 308 municípios portugueses têm nutricionistas a trabalhar, alertou hoje a Associação Portuguesa dos Nutricionistas, afirmando que os menus do pré-escolar e do 1º ciclo são da responsabilidade das autarquias.

Nas escolas cujos municípios não possuem nutricionistas ou que não contrataram uma empresa para a confecção das refeições, a escolha dos menus escolares é feita com recurso aos cozinheiros ou com a colaboração de alguns professores, que não têm os conhecimentos necessários e adequados para responder às necessidades nutricionais das crianças destas idades, critica a Associação Portuguesa dos Nutricionistas.

A responsável daquela associação sublinha que "na prevenção é que está o ganho e só assim é possível reduzir o número de crianças obesas e pré-obesas em Portugal"."

É urgente aumentar o consumo de fruta, legumes e peixe, em detrimento das carnes vermelhas [como a vaca e o porco], que é excessivo em algumas escolas", considera Alexandra Bento.
Pondo de parte outras considerações, se fosse efectivamente necessário um nutricionista para definir as refeições escolares, bastará um nutricionista (quiçá mais) por municipio? Ou o melhor será um por escola? Um por aluno? Isso sim, deveria deixar feliz a associação de nutricionistas... mais uns que estão extremamente preocupados com a alimentação das criancinhas... e com o tacho garantido? Nada, nada, é tudo uma cambada de altruistas...

Alimentação

Schools told to tackle teenage obesity crisis

An official study to be published on Wednesday will predict that half the population could be obese within the next 25 years. The Foresight report is also expected to say the epidemic will cost the country £45bn a year by 2050 if the loss of productivity from people who suffer obesity-related healthcare problems is added to the cost of treating them.
Eu acho particularmente fantástica esta forma de pensar. Não tarda a perseguição feita aos fumadores alastra aos obesos. O problema dos governos - em Inglaterra como em Portugal - é que criaram sistemas nacionais de saúde para tudo e para todos, não tendo em atenção que o comportamento de certos individuos aumentaria a probabilidade destes terem de recorrer a esses mesmos serviços. Agora, dado que os governantes não querem ver ser cobrado o justo valor pelo serviço de saude que é prestado (querem manter tudo relativamente à borla), acham que o caminho é modificar à força o comportamento das pessoas. O problema para os governantes não é a saude das pessoas, o problema deles é o custo que a saúde das pessoas representa.

Já quanto à produtividade perdida devido à obesidade e consequente perda para a sociedade, é outra coisa fantástica. Se por absurdo, alguém chegasse á conclusão que enviar a população para campos de concentração com trabalhos forçados era mais produtivo à sociedade, deveria ser esse o caminho a seguir? Esta coisa de fazer crer que o bem da sociedade se sobrepõe ao bem individual, é uma coisa que me preocupa. Tal como me preocupam as preocupações de outros com o meu bem estar... por enquanto, julgo que cada um é o melhor juíz daquilo que deve ser a sua vida, nomeadamente na escolha daquilo que quer comer: levando à obesidade ou não. E preocupa-me esta preocupação hipócrita do Estado para com o bem estar individual das pessoas. O que realmente preocupa o Estado não é a doença, mas o custo da doença...

segunda-feira, junho 18

Citações do Dia

"Quanto maior o "planeamento" do Estado, mais dificil torna-se a cada individuo planear a sua própria vida." Friedrich von Hayek

"Toda esta conversa o Estado deve fazer isto e aquilo, reduz-se ao seguinte: a policia deve forçar os consumidores a comportarem-se de outra forma do que não aquela que seria o seu comportamento espontâneo." Ludwig von Mises

União Europeia admite proibir publicidade à "fast food"

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