"The smallest minority on earth is the individual. Those who deny individual rights cannot claim to be defenders of minorities." Ayn Rand
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domingo, março 2

Enquanto...

...a União Europeia anda a multar a Microsoft em somas astronómicas para se financiar - numa multa que para mim não faz o minimo sentido. As forças aéreas norte-americanas acabam de fechar acordo com a empresa europeia Airbus para um fornecimento no valor de 65 biliões de dólares, deixando de fora a empresa norte-americana Boeing - o que levantou protestos por parte de alguns sectores norte-americanos.

A história pode ser encontrada neste artigo da Economist. O que é verdadeiramente singular neste caso terá sido a tentativa inicial das forças aéreas norte-americanas em atribuirem o concurso à Boeing - e o mesmo ter sido dado como fechado. Mas investigações do congresso norte-americano, lideradas pelo actual candidato republicano John McCain, revogaram a decisão pois concluiram que a Boeing tinha sido beneficiada no processo.

Enquanto isso, a França continua a sua cruzada contra tudo o que é americano. Já tentaram fechar o EBay e a Amazon foi multada porque, imagine-se, não cobrava nada pelo envio dos livros para a casa das pessoas.

segunda-feira, fevereiro 11

American Spirit

O John Lennon no final da sua vida era tão inglês quanto americano. A bem portuguesa Mariza passou uma temporada a dar concertos nos Estados Unidos - especialmente na área de Nova Iorque - e logo referiu que gostava de passar parte da sua vida naquele país. O melhor filme em lingua francesa do ano, The Diving Bell and the Butterfly, só existe porque os americanos financiaram-no; levam os franceses anos e anos a procurar formas de manterem a sua lingua viva no mundo, e são os americanos quem mais contribui para isso este ano (os franceses, chauvinistas como são, não apresentam o The Diving Bell and the Butterfly como a sua escolha para os óscares, o que impossibilitou a sua nomeação para melhor filme em lingua estrangeira - fuck them). A inglesa Samantha Morton ontem nos BAFTA referia-se ao facto do governo inglês não financiar o cinema britânico, mas que graças aos americanos (e ao seu dinheiro) os ingleses tinham a oportunidade de brilhar por esse mundo fora (espero que ela saiba que o governo americano também não financia o cinema americano). A Amy Winehouse é britânica e os americanos reconhecem-na como uma das maiores do mundo. A Nelly Furtado, Ellen Page, Avril Lavigne, Alanis Morisette ou Shania Twain (que foi considerada a rainha do country norte-americano) são todas canadianas. A Nicole Kidman e a Cate Blanchett são australianas. O Russel Crowe nasceu na Nova Zelândia, e o Heath Leder (cuja morte os americanos trataram como se fosse de um dos seus) nasceu na Austrália. A Salma Hayek é mexicana e a Gloria Estefan é cubana.

Não há nenhum outro país do mundo com a capacidade de transformar quem nasceu fora das suas fronteiras num dos seus como os americanos fazem - e os americanos são especialmente bons nisso quando se trata de gente com talento.

domingo, fevereiro 3

Sonho Americano V

Nascida em Nyagan, Sibéria, Rússia. Com sete anos o pai trouxe-a para os Estados Unidos para praticar ténis na academia de Nick Bollettieri (a mesma onde a portuguesa Michelle de Brito se encontra). Desde então que a russa mora nos Estados Unidos, embora nunca tenha abdicado do seu estatudo de cidadã russa.

Sonho Americano IV

Ayn Rand, nascida em 1905 em São Petersburgo, Rússia. Chegada aos Estados Unidos em 1926 com um visto temporário, decidiu abraçar o país como o seu novo lar. Em 1931 naturalizou-se cidadã norte-americana, e acabaria por se transformar numa das mais importantes pensadoras do século XX.

Sonho Americano III

Martina Navratilova, nascida em 1956 em Praga na então Checoslováquia. Fugiu da sua terra natal em 1975 com 18 anos, para em 1981 naturalizar-se cidadã norte-americana.

Sonho Americano II

Arnold Schwarzenegger, nascido na muita europeia Áustria, onde chegou a fazer serviço militar. Em 1968 com 21 anos partiu rumo aos Estados Unidos da América. Após uma carreira bem sucedida no cinema, é actualmente o governador eleito pelos republicanos do estado da Califórnia.

Sonho Americano I

Rihanna, nascida nos Barbados (nomeada assim pelos portugueses que ocuparam a ilha de 1536 a 1662), mora actualmente em San Diego, Califórnia.

segunda-feira, janeiro 14

Candidatos (Ainda Mais) "Revolucionários" para a América III

Marilyn Manson
Tinha a sua graça, e este é branco como a cal...

Candidatos "Revolucionários" para a América II

Esta ainda menos hipóteses tinha...

Candidatos "Revolucionários" para a América

Para esta tenho a certeza que a América não estaria preparada.

Sex/Rac(ismo)

Há quem ache mais "revolucionário" ter uma mulher na casa branca do que um preto. Acho curioso, especialmente se tomarmos em consideração que mulheres em cargos executivos por esse mundo fora não é novidade para ninguém (Indira Ghandi; Benazir Butho; Margaret Tatcher; Angela Merkel; Golda Meir; etc...), mas nunca, em tempo algum (façam o favor de me corrigir se estiver errado), se viu um preto a liderar uma nação maioritariamente branca. E isto não tomando em consideração que a nação em causa passou por um periodo de guerra civil entre 1861-1865 para acabar com a escravatura; que na década 20 do século passado o Ku Klux Klan era algo de bem real no sul norte-americano; e que em plenas década de 50/60 durante o movimentos dos direitos civis, o que não faltavam eram confrontações entre negros e brancos. Passar disso tudo para a eleição de um negro em 2008, não é nada que se compare à eleição de uma mulher, especialmente na simbologia que tal acto representa. Também acho que sim...

PS: não quero dizer que é por isto que Obama é melhor que Hillary. Obama é melhor que Hillary porque é, independentemente da cor da pele ou do sexo.

domingo, janeiro 13

Interactividade

Na barrinha do lado direito uma sondagem para averiguar o grau de preferência dos leitores deste blogue pelos diversos candidatos às eleições norte-americanas... não deixe de contribuir.

quarta-feira, janeiro 9

Man of the Moment


A mulher de Bill Clinton acaba de ganhar as primárias no New Hampshire contra todas as previsões. É nestas alturas que um gajo tem vontade de perguntar por onde anda a Mónica Lewinsky...

segunda-feira, janeiro 7

Reagan, RFK e Obama

A primeira é com dedicatória especial para a Livia Borges (texto retirado daqui):

Watching Senator Barack Obama on Meet the Press last Sunday, I suddenly understood how so many people felt about Robert Kennedy in 1967 and 1968. Here is an enormously talented political figure with the capacity to inspire Americans and remind us of why America is the world's hope. Yet Obama, like Robert Kennedy in 1968, is a freshman senator for whom convention wisdom holds that a presidential run should be another cycle away. Many of Robert Kennedy's advisors pleaded for him to wait until 1972, when the field would be clear for him.

Robert Kennedy died before I was born, but he is my political hero because of his capacity for growth, because of his idealism, because of his toughness, and not the least because he chose to run for the presidency when it was difficult rather than preordained. He heeded the call to run at a time when our country was mired in an ill-conceived and and badly executed war.

RFK declared his candidacy at a time when Americans had come to distrust the words of the occupant of the Oval Office. And when Kennedy finally decided to run for the presidency, he chose to appeal to the better angels of America's nature.

Robert Kennedy famously quoted George Bernard Shaw: "Some men see things as they are and ask 'Why?' I dream things that never were and ask 'Why not?'"

Today I find myself hoping that Barack Obama will think of running for the presidency and say to himself, "Why not?"
A segunda uma afirmação de Obama sobre a influência e importância de Reagan na sociedade americana (texto retirado daqui):
But I think, when I think about great presidents, I think about those who transform how we think about ourselves as a country in fundamental ways so that, that, at the end of their tenure, we have looked and said to ours — that's who we are. And, and our, our — and for me at least, that means that we have a more expansive view of our democracy, that we've included more people into the bounty of this country. And, you know, there are circumstances in which, I would argue, Ronald Reagan was a very successful president, even though I did not agree with him on many issues, partly because at the end of his presidency, people, I think, said, "You know what? We can regain our greatness. Individual responsibility and personal responsibility are important." And they transformed the culture and not simply promoted one or two particular issues.
Tudo isto e muito mais no The Daily Dish de Andrew Sullivan.

sábado, janeiro 5

Ainda Sobre Obama

O seu discurso na vitória do Iowa é brilhante do ponto de vista formal: na duração, no ritmo, na mistura Luther King com W. Whitman, remetendo para a memória das intervenções mais marcantes de L. King (ir a Washington cobrar a factura), e de Kennedy ("Let us begin"). A "esperança" como refrão, por contraponto à "fé" (que é cega); os dois exemplos concretos de duas pessoas sem assistência médica; o despertar da paixão da América por si própria, num final quase apoteótico de apelo à unidade. Absolutamente profissional, em suma.

O problema de Obama, se ganhar as eleições, pode ser o excesso de expectativas. O nosso problema é que ele quer que os "rapazes" abandonem o Iraque e voltem para casa e parece mais interessado numa América mais fechada, centrada nos seus problemas - a redução da dependência do petróleo, por exemplo - e menos interventiva no plano internacional. Não são muito boas notícias, parece-me.
Cristina Ferreira de Almeida, no Corta Fitas.

Discordo da observação final, parece-me que uma América mais fechada é exactamente o que é necessário neste momento. E no fim, quando o mundo com os seus problemas precisar da América (se precisar), será o mundo a reclamar por esta, e esta virá como sempre veio ao longo de todo o século XX. Em suma, uma América intervencionista porque lhe pedem, e não porque se arroga no direito de...

Imparável?

Em New Hampshire, a mais recente sondagem, efectuada após as primárias no Iowa, atribuí uns espectaculares 10 pontos de vantagem a Barack Obama (37%) sobre Hillary Clinton (27%).

sexta-feira, janeiro 4

O Discurso

Para quem gosta, para quem não gosta, independentemente de tudo o resto, talvez o melhor discurso que alguma vez ouvi *.

* Tá bem, tenho 24 aninhos... mas então oiçam e depois digam qualquer coisinha... ok?

Man of the Moment


Barack Obama ganhou o caucus do estado do Iowa. Lá se vai a inevitabilidade de Hillary Clinton como candidata democrata às eleições americanas e fica a reflexão sobre a vitória de um candidato negro num estado com 95% de eleitores brancos - e onde durante muito tempo Hillary Clinton tinha larga vantagem nas sondagens. Agora venha New Hampshire, com a minha previsão de que ou Clinton consegue travar Obama nesse estado, ou o candidato negro com nome de ditador iraquiano caminha para uma vitória imparável.

quarta-feira, dezembro 19

Assim de repente...

Fonte: Pollster


...não sei se é evidente que há aqui uma dinâmica.

domingo, dezembro 16

Ouvir Marcelo

O professor Marcelo Rebelo de Sousa acaba de afirmar na RTP que se Al Gore se candidatasse à presidência dos Estados Unidos da América a vitória na campanha pelo lado democrata era um dado adquirido. Curioso, porque nas várias sondagens realizadas com o nome de Gore metido ao barulho, este raramente aparece no primeiro lugar. É verdade que numa sondagem em que é pedido ao eleitor para decidir entre candidatos no terreno e um putativo candidato há um natural enviezamento a favor dos primeiros, mas o efeito desse enviezamento não me parece possível de medir. De onde sairá então a certeza do professor Marcelo que Al Gore teria a nomeação democrata garantida? Da mesma cabecinha que em tempos anunciou a vitória de Marques Mendes sobre Luis Filipe Menezes como um dado adquirido. É assim o nosso professor...

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