"The smallest minority on earth is the individual. Those who deny individual rights cannot claim to be defenders of minorities." Ayn Rand
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sexta-feira, junho 15

História em Imagens

1947 (Resolução 181 da Assembleia Geral da ONU)

Se no ínicio do ano de 2005 - pouco após a morte de Arafat - me dizessem que o que sucede hoje poderia acontecer, eu não acreditava.

Hamas seizes control in Gaza, ousting Fatah

On its first day in full control in Gaza, Hamas on Friday both mocked and reached out to its defeated Fatah rivals, offering them amnesty but also rifling through President Mahmoud Abbas's bedroom, stripping a former Gaza strongman's home down to the flowerpots and throwing a Fatah gunman off a rooftop.

U.S. considers accepting Hamas takeover of Gaza

Among Middle East experts, the possibility of trying to establish a diplomatic separation between Gaza and the West Bank and lavishing benefits on the West Bank - an idea that seemed remote a week ago - is now being discussed.

quinta-feira, junho 14

Blame Israel

Diz o caro Daniel Oliveira num post sugestivo com o titulo de receita para uma guerra civil:

Retire ao governo democraticamente eleito o dinheiro dos impostos, impeça-o de pagar salários às forças de segurança garantindo a ausência de qualquer autoridade pública e pondo o poder na rua; boicote toda a economia, destruindo a classe média; impeça os serviços públicos de funcionar criando a raiva popular; prenda os deputados eleitos tornando a democracia numa farsa e mostrando ao povo e aos eleitos a sua inutilidade. Depois de misturar estes condimentos acrescente armas q.b. à oposição. Feche este composto de forma hermética, não permitindo qualquer contacto com o exterior. Por fim ponha ao lume e mostre ao Mundo como este prato é veneno.
Só falta ao Daniel Oliveira explicar que também foi Israel quem democraticamente escolheu para a liderança do povo palestiniano o Hamas - um grupo terrorista armado que nunca reconheceu o direito de existência a Israel - pequenos pormenores. Tal como é um pequeno pormenor que o Hamas aparece armado dos pés à cabeça e não foi por certo armado pelo governo israelita ou americano. O Daniel também parece chatear-se com o facto de palestinianos eleitos democraticamente pelo seu povo estarem presos nas cadeias de Israel, diz que é uma forma de tornar a democracia numa farsa - ora, tenho cá para mim, que uma farsa seria os cidadãos só por serem democraticamente eleitos não serem responsabilizados pelos seus actos. Transformar a democracia numa farsa é não responsabilizar os cidadãos pelas escolhas que fazem democraticamente. Ao escolherem um partido como o Hamas a maioria dos palestinianos escolheram a via da confrontação à da negociação - os dirigentes do Hamas, presos pelos israelitas são apenas um reflexo dessa escolha. Mas à falta do Canadá, Blame Israel...

sexta-feira, junho 8

Estado Maldito

Um excelente post no Combustões, que desmonta alguns dos mitos sobre um dos episódios do conflito israelo-palestiniano.

A guerra de Junho de 1967 não foi uma guerra de agressão: foi uma campanha preventiva. A guerra de 1967 não foi a causa do actual impasse no Médio Oriente, mas apenas confirmou a prevalência israelita num conflito que se iniciara em 1948, quando os países árabes circunvizinhos não aceitaram as disposições da ONU e atacaram o novo Estado hebraico. A guerra de 1967 ditou o início da contestação a regimes laicos socializantes satelizados pela URSS, implicou a radicalização do fanatismo e do integrismo islâmicos e veio confirmar o profundo corte existente entre o Ocidente e o mundo árabe. O mundo árabe escolhera o bloco de Leste. Derrotado e frustrado, virou-se para um passado glorioso mas morto. O mundo árabe fez e continua a fazer as piores escolhas: quis ser socialista quando não devia; quer ser anti-ocidental quando não pode.

Outro mito que tem-se vindo a espalhar é sobre a origem da criação do estado de Israel. A argumentação muitas vezes utilizada sobre a preponderância dos Estados Unidos na criação do novo estado e, especialmente, os seus propósitos, são totalmente contrários à realidade - o que não invalida que os americanos tenham sido um dos maiores apoiantes da causa do estado hebraico, mas esse apoio já vinha de há muito tempo atrás. Se houve país que tentou tirar proveito dum novo estado na região foi a União Soviética - apesar desta sempre ter seguido uma politica anti-sionista - mas que via naquele novo país uma forma de retirar rapidamente a influência do Reino Unido na região do médio oriente, e ambicionava tornar o estado hebraico numa nova república socialista. Só quando a União Soviética percebe que o estado recém formado adopta o modelo ocidental de sociedade, é que muda de lado, passando a apoiar o lado árabe. Já sobre as escolhas do mundo árabe, as más escolhas já vinham de trás. Desde o tempo em que os lideres religiosos palestinianos decidiram dar apoio ao regime nazi alemão, em troca da garantia de um estado palestiniano, tendo como contrapartida o exterminio do povo judeu da região. De facto, sempre se colocaram do lado errado da barricada.

domingo, junho 3

Ahmadinejad

Ahmadinejad: contagem decrescente para a destruição de Israel já começou
O Presidente do Irão, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou hoje que os combatentes libaneses e palestinianos já iniciaram a "contagem decrescente" para o fim do Estado de Israel.

Lá para 10/10/2010, a tarefa deve estar terminada.

segunda-feira, maio 21

O Pequeno Satã


Israeli-Palestinian violence escalated dangerously Monday when Israel killed five militants in airstrikes and indicated that Hamas political leaders could be their next target, and a rocket fired from Gaza killed an Israeli woman, inviting a harsh Israeli response.

The rocket fired at the battered town of Sderot hit a car, setting it on fire. Both Hamas and Islamic Jihad claimed responsibility.

Officials said the woman, who was hit while approaching the car, died on the way to the hospital. Two other people were wounded.

Verifica-se que os palestinianos só atiram rockets para se defenderem. De tal forma, que quando morre uma civil israelita, todos querem ser os autores de tal proeza. Com os misseis israelitas também morrem civis palestinianos? Em maior número até? Sim. Os israelitas fazem disso um orgulho? Dúvido... mas isto se calhar sou só eu, que devo ter para aqui um qualquer enviezamento ideológico.

terça-feira, maio 15

Ficção

Unity rule in doubt as Hamas and Fatah clash

With Hamas and Fatah fighters killing each other again for a third day Tuesday, any serious effort at seeking peace now between Israel and the Palestinians seems quixotic.

The fighting - on the day that all Palestinians commemorate as the "Nakba," or the "catastrophe" that overtook them after Israel's independence - is the best sign that the new Palestinian unity government, put together under Saudi auspices at the end of March, is a fiction.
A noticia do IHT diz que o governo de unidade nacional palestiniano é pura ficção. Tenho dúvidas sobre o que é ficção e o que é real. Se fosse um missil israelita largado sobre a cabeça dos palestinianos - era real, tinha destaque na imprensa. Já um "simples arrufo" entre facções palestinianas - posso falar em guerra cívil? - mal merece qualquer destaque da imprensa nacional e dos "especialistas tradicionais" nas questões do médio oriente - deve ser ficção. Os israelitas são civilizados, democratas, poderosos, ricos - logo não há que ter clemência com qualquer acto de agressão por parte dos israelitas - há que colocá-los logo no topo da ameaça à paz mundial, como bem se viu na guerra do Libano. Já os palestinianos são bárbaros, ingovernáveis, fracos, pobres - há que relativizar todas as suas acções porque estas tem origem na sua condição social. Se pelo meio conseguirmos explicar que a condição social a que os palestinianos estão submetidos explica-se pela acção dos israelitas e americanos (envolver estes últimos é o orgasmo), temos o prato principal servido.

segunda-feira, abril 16

I want to fight

"I don't want to be a secretary," said Cohen, who enters the army in 18 months. "I want to fight."

Esta frase sai da boca de uma rapariga israelita de 16 anos e dá que pensar. E esta forma de pensar não será muito diferente da forma de pensar de uma rapariga de 16 anos palestiniana. A forma de luta assumida por cada uma é que poderá ser drasticamente diferente.

A esta forma de pensar não será alheio o facto do povo israelita saber, por experiência própria bastante penosa, que só lutando é que poderão manter-se livres. Mas também do lado palestiniano, não estarei muito enganado se dizer que estes, só lutando, é que poderão tornar-se livres (o que não implica concordar com a forma como lutam, nem contra quem lutam).

Representará isto uma espiral sem solução para o conflito israelo-palestiniano? Espero que não, mesmo porque a situação seria facilitada se os palestinianos percebessem que é nas potências árabes da região, que sempre quiseram expulsar os israelitas da região à força, que se encontra o principal adversário à sua verdadeira liberdade. Enquanto o estado de Israel se sentir ameaçado, não só pelos palestinianos, mas por todos os que o rodeiam, dificilmente as tréguas poderão ser alcançadas.

Mas na Europa só culpamos um lado: os israelitas e os seus aliados americanos. A Siria e o Irão por exemplo, raramente são apontados como culpados pela situação vivida na região. É que na Europa, ao contrário da jovem israelita Cohen, ninguém want to fight. E por isso o melhor é não criar ondas e não identificar inimigos. Culpemos os amigos, e esperemos que estes resolvam a situação dos outros, daqueles que não ousamos identificar. Pena que os nossos amigos, como se viu no Iraque, na ânsia de resolverem os problemas, ainda criam outros... e nós, do alto da nossa superioridade intelectual, olhamos de cima e apontamos os erros... até nos damos ao prazer de sorrir com os problemas deles... como se o problema não fosse também nosso.

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