O excelente post do João Miranda: Liberalismo e as causas culturais. Também de acompanhar a discussão gerada na caixa de comentários.
Mostrar mensagens com a etiqueta Liberalismo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Liberalismo. Mostrar todas as mensagens
quinta-feira, dezembro 6
sábado, dezembro 1
Esperança da Direita Liberal?
"[T]o proclaim spiritual sisterhood with lesbians... is so repulsive a set of premises from so loathsome a sense of life that an accurate commentary would require the kind of language I do not like to see in print." Ayn Rand
"involves psychological flaws, corruptions, errors, or unfortunate premises" idem
"is immoral, and more than that; if you want my really sincere opinion, it's disgusting." idem
Ora, isto é para citar alguém cujo pensamento filosófico julgo que o CAA aprecia - CAA esse que na sequência deste post do Tiago Mendes - que casca forte e feio no André Azevedo Alves - refere que ainda "há esperança para a direita liberal em Portugal". Espero que o CAA liberte-se de vez do pensamento de Rand, não vá as esperanças desvanecerem por aqueles lados. O debate em torno do "eu sou mais liberal do que tu" é coisa que não me empolga, e já o Tiago Mendes tinha enveredado por esse caminho nas suas últimas palavras: Se me indicarem uma escola filosófica (a Bobone não vale, tenham lá paciência) onde a educação se sobreponha liminarmente a tudo o resto (incuindo os “restos” que ao visado dizem nada) e uma tradição liberal que simpatize com tão guerreira e visceral intolerância, vergo-me perante vós.
Mas não é nada que não tenha sucedido antes na blogosfera liberal. Assim sucedeu (e sucede) com Pedro Arroja, que sempre que debita um post onde o nome judeu aparece escrito é vilipendiado a torto e a direito - curiosamente, um dos maiores patrocinadores da sua saida do Blasfémias foi, se não ele quem mais, CAA.
Tenho cá para mim que as opiniões de Ayn Rand sobre a matéria da homossexualidade eram tão legitimas como a minha, que tenho opinião diferente. Com Pedro Arroja também não concordo em quase nada do que escreve sobre os judeus e com o André Azevedo Alves discordo a maior parte das vezes do seu lado "beato" (se é que me entendem). Mas não contesto o facto de serem liberais de corpo e alma só porque tem uma opinião diferente da minha - parece-me, aliás, uma má ideia (e nada liberal) a promoção do pensamento uniformizado.
O que me importa a mim, no Pedro Arroja, no AAA, no Tiago Mendes, no CAA, e em todos os outros que se dizem liberais, é que independentemente dos seus pontos de vista pessoais, no fim consigam fazer como Ayn Rand:
"I do not approve of such practices or regard them as necessarily moral, but it is improper for the law to interfere with a relationship between consenting adults."
E mais não digo...
Publicada por
Jorge A.
à(s)
00:06
|
Etiquetas: Blogs, Liberalismo, Liberdade
segunda-feira, fevereiro 12
Sobre a liberdade
Acabadinho de comprar na FNAC do Algarve Shopping.
On Liberty escrito por John Stuar Mill é um livro que me falta ler. Em breve, terei essa lacuna colmatada.
Publicada por
Jorge A.
à(s)
14:24
|
Etiquetas: John Stuart Mill, Liberalismo, Literatura
sábado, fevereiro 3
Não é preciso ler Hayek
Basta ver a Guerra das Estrelas.
No seu livro Caminho para a Servidão, Hayek começa por explicar como a guerra força o planeamento central. Terminada a guerra, os planeadores tenderão a querer manter-se no poder. Todavia, os planeadores não conseguem chegar a consenso sobre o caminho a adoptar para a sociedade (há vários planos, e nenhum agrada a todos). Isto leva à delegação do poder num só homem: o líder supremo e com carisma. A partir daqui o partido toma conta do país, e como forma de mobilizar as forças e manter a unidade nacional procurará encontrar um factor negativo. Daqui para a frente, segue-se a criação da policia secreta, e o planeamento de toda a sociedade ao mais infimo pormenor: a profissão de cada um é "planeada"; os salários são "planeados"; o pensamento é "planeado"; o divertimento é "planeado"; até a disciplina é "planeada"; enfim... o caminho para a servidão.
Chavez defends decree power as democratic, says Bush represents U.S. tyranny. Em Hugo Chavez, na Venezuela, nós vemos o desenrolar desta história já vista noutros tempos e tão bem explicada no livro de Hayek. Mas mesmo assim há quem não se coíba (não é Cohiba, mas lá que ia um charutinho desse outro refúgio chamada Cuba, ia) de falar bem de Chávez, e de olhar para Chávez com admiração... entre eles, Mário Soares - até podia aqui escrever uma palavrinha ou duas como Soares prejudica-se a si próprio, talvez por coisas destas, Cunhal e Salazar mereçam ter ficado à frente de Soares no concurso Grandes Portugueses, afinal o próprio Soares, tem simpatia para com tiranos como Chavez. No mundo actual, os pequenos ditadores, há muito que encontraram esses fenómenos negativos como forma de mobilizarem a sociedade numa causa comum: ora são os Estados Unidos, ora são as crenças religiosas. Ora vamos lá aceitar uns quantos sacrificios em favor da luta socialista contra o imperialismo americano, ou em favor da causa muçulmana contra os tiranos judeus e católicos. Mesmo o ocidente por vezes parece tentado em cair na teia do factor negativo, tão bem expresso na perda de liberdade verificada após 11 de Setembro de 2001 nos Estados Unidos, afinal de contas, vamos lá todos aceitar uns sacrificios em favor da luta contra o terrorismo.
No seu livro Caminho para a Servidão, Hayek começa por explicar como a guerra força o planeamento central. Terminada a guerra, os planeadores tenderão a querer manter-se no poder. Todavia, os planeadores não conseguem chegar a consenso sobre o caminho a adoptar para a sociedade (há vários planos, e nenhum agrada a todos). Isto leva à delegação do poder num só homem: o líder supremo e com carisma. A partir daqui o partido toma conta do país, e como forma de mobilizar as forças e manter a unidade nacional procurará encontrar um factor negativo. Daqui para a frente, segue-se a criação da policia secreta, e o planeamento de toda a sociedade ao mais infimo pormenor: a profissão de cada um é "planeada"; os salários são "planeados"; o pensamento é "planeado"; o divertimento é "planeado"; até a disciplina é "planeada"; enfim... o caminho para a servidão.
Chavez defends decree power as democratic, says Bush represents U.S. tyranny. Em Hugo Chavez, na Venezuela, nós vemos o desenrolar desta história já vista noutros tempos e tão bem explicada no livro de Hayek. Mas mesmo assim há quem não se coíba (não é Cohiba, mas lá que ia um charutinho desse outro refúgio chamada Cuba, ia) de falar bem de Chávez, e de olhar para Chávez com admiração... entre eles, Mário Soares - até podia aqui escrever uma palavrinha ou duas como Soares prejudica-se a si próprio, talvez por coisas destas, Cunhal e Salazar mereçam ter ficado à frente de Soares no concurso Grandes Portugueses, afinal o próprio Soares, tem simpatia para com tiranos como Chavez. No mundo actual, os pequenos ditadores, há muito que encontraram esses fenómenos negativos como forma de mobilizarem a sociedade numa causa comum: ora são os Estados Unidos, ora são as crenças religiosas. Ora vamos lá aceitar uns quantos sacrificios em favor da luta socialista contra o imperialismo americano, ou em favor da causa muçulmana contra os tiranos judeus e católicos. Mesmo o ocidente por vezes parece tentado em cair na teia do factor negativo, tão bem expresso na perda de liberdade verificada após 11 de Setembro de 2001 nos Estados Unidos, afinal de contas, vamos lá todos aceitar uns sacrificios em favor da luta contra o terrorismo.
Voltando ao Star Wars. Está lá tudo... o imperador Palpatine utiliza a guerra dos clones para atingir o poder, era necessário um homem forte que definisse a estratégia, e ele era o homem certo para tornar-se líder do Galactic Senate. O Darth Vader funciona como uma espécie de policia secreta, que tenta pôr tudo e todos em ordem, disciplinando aqueles que não seguem a linha oficial do partido: o Galactic Empire. Com o fim da guerra dos clones, Palpatine não pode abandonar o poder, porquê? porque afinal de contas ainda existem os rebeldes que tem de ser postos em ordem, e se Palpatine abandonasse o poder, tudo o que foi conquistado com a vitória na guerra dos clones poderia estar em causa. O que vale, é que os rebeldes lutarão até ao fim no sentido de "restore freedom to the galaxy".
Mas a realidade é que esta é uma batalha sem fim. A batalha pela nossa liberdade.
Publicada por
Jorge A.
à(s)
13:07
|
Etiquetas: Cinema, Hayek, Liberalismo
sábado, janeiro 13
Take Benfica for example...
Através d'O Insurgente, chego a este excelente texto do Professor José Adelino Maltez.
Gosto especialmente desta parte (vá-se lá saber porquê):
Gosto especialmente desta parte (vá-se lá saber porquê):
Take Benfica for example, and I’m not kidding, Benfica is something that does not exist anywhere else in Europe - a product of liberal activism in the turn from the 19th to the 20th century. Something unprecedented and quite interesting of that age was activism and elections for several associations in civil society. These traditions, in one way or another, persist up until today. There is since 1834 a rooted liberal tradition which does not capture the state but does capture Portuguese civil society. There is a rooted liberalism in civil society because Salazarist authoritarianism/dictatorship did not penetrate into civil society, Salazarism never meddled into Benfica’s elections (there were always communists in the board of Benfica during Salazarism), Salazarism did not meddle into trade union activism (until the 39-45 war), it was a form of authoritarianism in the state that did not interfere with civil society. This civil society is composed of elements attentive to egalitarianism and of strong activism living detached from the state.
Publicada por
Jorge A.
à(s)
12:59
|
Etiquetas: Desporto, Liberalismo
Subscrever:
Comment Feed (RSS)

