"The smallest minority on earth is the individual. Those who deny individual rights cannot claim to be defenders of minorities." Ayn Rand
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sexta-feira, março 14

Aviso à Navegação

A ideia que passa é a de que os democratas tem tudo para vencer as eleições gerais norte-americanas, os comentadores refererem a quase inevitabilidade de ser um dos democratas a ganhar - um pouco à semelhança do que aconteceu em 2004 quando a ideia geral na Europa era a de que Kerry iria ganhar a Bush. O motivo, a presidência Bush tem indíces de popularidade baixissimos e isso deveria prejudicar o candidato republicano McCain. É um facto que durante algum tempo pensei que com Obama nomeado (ou mesmo Hillary) a vitória democrata seria quase um dado adquirido, mesmo assumindo que a corrida presidencial americana é feita estado por estado e não a nível nacional (daí que por exemplo Bush possa ter sido eleito em 2000 com menos votos que Al Gore). Olhando para os números actuais e para, perdoem-me os seus apoiantes, a campanha negativa que Hillary Clinton tem feito sobre Barack Obama, começa a parecer que a corrida está a pender para os lados de John McCain. Hillary chegou mesmo a dizer que McCain está melhor preparado para ser chefe de estado do que Obama, numa estratégia que parece indicar que a mulher está decidida a ganhar ou a tirar a vitória nacional a Obama - se querem a minha mais sincera opinião, a tipa é uma cabra. Mas fica o aviso, se em Novembro John McCain ganhar, não fiquem todos admirados.

segunda-feira, março 10

Estudar a Matéria

Ontem, na RTP, mais uma vez o professor doutor Marcelo Rebelo de Sousa pareceu indicar que, apesar de uma ligeira (se podemos apelidar 150 delegados de ligeira) vantagem para Obama no campo dos delegados eleitos, a senadora Hillary Clinton parecia ter o vento do seu lado para a nomeação democrata. Como analista o homem quer comentar sobre tudo, pena é que por vezes não tenha tempo para acompanhar os assuntos que aborda como deve ser. Como bem refere aqui o Nuno Gouveia no seu blogue, Hillary Clinton terá muitas dificuldades em apanhar Obama no número de delegados. Mais, mesmo na que foi unanimemente considera uma má (!) semana para Obama, o saldo de número de delegados foi favorável ao senador de Illinois como é referenciado aqui no Daily Kos. E a mais que provável vitória de Obama em Mississipi vai deixar o momentum novamente todo do seu lado, como aliás é sugerido pela última sondagem nacional da Gallup (e Obama saberá aproveitar o momentum para relativizar as possiveis perdas na Pensilvânia). Para além disso, Clinton empolgou-se com os resultados de terça-feira mais do que devia, depois de um ataque constante à não preparação de Obama para ser presidente, agora tenta convencer os americanos que ele dará um bom vice-presidente dela. Obama já pegou na coisa, tanto para mais quando Bill Clinton aquando do momento da sua escolha para seu vice-presidente havia dito que o único critério que importava era que o escolhido tivesse capacidade para ser presidente desde o primeiro dia. Não é que Obama tenha a nomeação garantida, mas ao contrário do que sugeriu o caro professor Marcelo, as coisas estão mais do que negras para a senadora de Nova Iorque.

terça-feira, março 4

Cheirinho a verão

Enquanto espero pelo resultados das eleições esta noite nas primárias norte-americanas, vou aproveitar para visionar os últimos dois episódios da primeira temporada de Terminator: The Sarah Connor Chronicles. Confesso que ando sem vontade de escrever, a semana tem sido complicada... manter o blogue vivo custa - mas para o fim de semana espero recarregar as pilhas, especialmente se estiver um fim de semana como o último que passou, acho que posso dizer sem grandes dúvidas que no fim de semana passado sentiu-se o cheirinho do verão pela primeira vez em muito tempo.

sábado, março 1

Fired Up, Ready to Go

Observar a democracia americana - a democracia moderna mais antiga do mundo - em acção é de cativar qualquer interessado em politica como eu. É ficar mais desapontado com a realidade portuguesa de afastamento da população das decisões que lhe dizem respeito, é ficar desapontado com os politicos portugueses, com a politica nacional. É ponderar como os que há mais tempo praticam a democracia como forma de organização politica conseguem renovar a politica de tal forma que, para um qualquer distraido, a movimentação que se assiste nos Estados Unidos de hoje assemelha-se ao empolgamento encontrado nas jovens democracias. É como se a democracia só agora tivesse chegado à América, e só agora os americanos tivessem descoberto a democracia. É observar a maior e melhor democracia do mundo em acção - com todas as suas falhas, com todos os seus defeitos, mas acima de tudo, com todas as suas virtudes.

Por isso... não, e não, e não... estou farto da politica nacional. Dos compadres Lopes e Menezes, do arquitecto Sócrates, dos camaradas Louçãs e de Sousas, dos armani Portas, do esfingico Silva. Farto deles todos. E como a realidade é dura e estou farto desta gente cujo objectivo na vida é tornar a minha, a vossa, a nossa vida cada vez pior, prefiro não comentar a politica nacional. Fico-me pelos EUA, mesmo que por lá não viva e por lá nada decida. Mas entre a sombria politica nacional e a luz que irradia da democracia americana, eu fico-me por esta última.

quarta-feira, fevereiro 27

Um Milhão

Mais de um milhão de pessoas já contribuiram para a campanha de Barack Obama. Uma participação sem precedentes na história das eleições norte-americanas, e ainda só vamos em plena fase de primárias - até à eleição geral em Novembro é impossível prever quanto dinheiro e quantas mais pessoas se juntarão. Tudo corre bem para a campanha de Obama, e tendo em atenção o debate de ontem - que suspeito ter sido o último desta campanha - onde Hillary Clinton pouco conseguiu fazer para travar o momento favorável a Obama, a corrida no lado democrata fica decidida dia 4 de Março (as mais recentes sondagens para isso apontam). Deveremos ter portanto um Barack Obama versus John McCain na corrida pela casa branca - que a verdadeira troca de ideias comece.

domingo, fevereiro 24

3 Words: World Wide Web. Does it Count?

O ano passado a revista Time elegia-nos a nós, utilizadores da internet, como a pessoa do ano. A avaliar pela mais recente campanha presidencial norte-americana, a revista antecipou com uma precisão brutal o que viria a ser o momento actual, e fica uma reflexão sobre o que será o futuro.

Todos os candidatos às presidenciais norte-americanas têm um espaço no MySpace. O de Obama conta com 295 377 amigos. O de Hillary com 186 642 amigos. O de John McCain com 46 472 amigos. O de Ron Paul com 129 880 amigos.

O Facebook também não é excepção. Neste, Obama conta com 624 632 apoiantes. Hillary com 123 439 apoiantes. John McCain com 73 101 apoiantes. E Ron Paul com 84 840 apoiantes.

O Youtube também tem tido o seu papel no lançamento das mensagens dos vários candidatos. Barack Obama tem associados ao seu canal 30 453 utilizadores, e já conta com 12 169 257 visualizações. Hillary Clinton tem associados 10 665 utilizadores e conta com 1 385 534 visualizações. John McCain tem associados 2 802 utilizadores e conta com 604 495 visualizações. Ron Paul tem 49 183 utilizadores associados e conta com 6 863 872 visualizações.

Olhando para estes números percebe-se facilmente a popularidade dos diferentes candidatos na internet. Barack Obama é o lider no lado democrata e Ron Paul no lado republicano. Mas se Paul não conseguiu fazer grande mossa no seu partido, já Obama prepara-se para revolucionar as campanhas politicas norte-americanas. Em 2004 o partido democrata já tinha sofrido um choque semelhante com a campanha de Howard Dean frente a John Kerry, mas na altura Dean não conseguiu aproveitar a onda de internautas a seu favor para vencer Kerry. Com Obama tem sido diferente e pela primeira vez na história uma geração de jovens e criativos internautas pode ter verdadeira influência - se para o bem se para o mal ainda é cedo para avaliar - na escolha da pessoa mais poderosa do mundo. Tudo terá começado para Obama com este spot (inspirado num spot publicitário original da Apple) contra Hillary. Estavam lançadas a base para a campanha internauta de Obama. No verão surgia o famoso Obama Girl que foi certamente fundamental para dar a conhecer Obama a um conjunto variado de pessoas que nunca tinha ouvido falar o seu nome (tendo-se tornado o video mais visto do ano de 2007 do Youtube). E já este ano, entre os videos dos seus discursos, surgiu o video da música Yes We Can (que vai a caminho de se tornar um dos videos mais visto deste ano).

Mas onde a campanha na internet parece ter atingido outro estatuto, que permite indirectamente ultrupassar as barreiras da world wide web e atingir efectivamente o mundo real, é através da angariação de dinheiro. Os candidatos com os seus sites tem alcançado somas recorde de dinheiro vinda de pequenos contribuidores. Ron Paul fez milhões em periodos de 24 horas graças aos esforços dos seus apoiantes, e só isso lhe permite manter-se actualmente na corrida. Obama ultrupassou decisivamente a máquina angariadora de dinheiro de Clinton através das contribuições dos internautas - e neste momento já conta com 964 736 contribuidores individuais para a sua campanha. A vantagem que Obama garantiu na angariação de dinheiro de internautas terá sido fundamental para os bons resultados na super terça-feira, para vencer todos os estados que se lhe seguiram, e ainda jogará um papel decisivo para os estados que vão a votos dia 4 de Março (onde Obama continua a ter mais dinheiro para gastar do que Hillary). Já McCain, nunca fez da internet a aposta da sua campanha, e muito pouco do dinheiro que amealhou veio deste meio. John McCain é uma candidatura à antiga, Barack Obama é uma candidatura do futuro. Resta saber se os americanos abraçarão já o futuro, ou se tal como com Howard Dean, o futuro que a campanha de Obama representa ainda não chegará já em Novembro... de qualquer forma, a minha previsão é que, chegando ou não em Novembro, mais cedo ou mais tarde chegará. As campanhas politicas tradicionais estão condenadas a morrer.

sábado, fevereiro 23

Mercado

O mercado neste preciso momento antecipa como mais provável uma vitória de Obama na corrida democrata (83 deste contra 17 de Hillary Clinton) do que a vitória do No Country for Old Men como melhor filme dos óscares (72 deste contra 18 para There Will Be Blood, 6 para Juno, 2 para Atonement e 1 para Michael Clayton).

quarta-feira, fevereiro 20

Mais do que um homem, um movimento...

Aliás, alguma comunicação social portuguesa escreve muitas vezes sem conhecimento de causa e por isso surgem agora vozes surpreendidas com o sucesso de Barack Obama. Por exemplo, uma comentadora do Expresso ainda há semanas jurava que Hillary seria a próxima Presidente dos Estados Unidos e, passada a euforia sobre a senhora Clinton, agora já assegura que o tal que votou contra a guerra no Iraque (Obama sempre se opôs, mas não votou contra coisa nenhuma, pois apenas está no Senado desde 2005) vai ser o próximo Presidente dos Estados Unidos.
Quem o diz é Nuno Gouveia no sempre excelente Eleições Americanas de 2008. E diz com razão. Já aqui também havia feito um certo eco de tal situação, nomeadamente com a forma convencida como Marcelo Rebelo de Sousa a 16 de dezembro de 2007 havia dito com o seu ar de quem tudo sabe, que caso Gore se candidatasse venceria facilmente as primárias democratas (sic). Um dia antes disso (15 de dezembro de 2007), já eu dava conta das noticias do desaparecimento da inevitabilidade da vitória de Hillary Clinton nas primárias norte-americanas. E a 19 de dezembro, com dois gráficos simples, referia-me à dinâmica associada à candidatura de Obama. A comunicação social portuguesa demorou tempo a perceber o que se passava - foi uma reacção um tanto ou quanto parecida com a da própria campanha de Hillary Clinton (até à super terça-feira nunca chegaram a perceber o que se passava - embora já tivessem sido abalados tremendamente com a vitória inicial de Obama em Iowa).

Outro discurso que passa, mesmo por gente séria e bem informada, é que Barack Obama é um candidato de plástico, vazio, sem ideias - um bom orador, sem substância. Nada mais errado. Nem todas as ideias serão as melhores, mas o homem está certamente cheio de ideias, basta vasculhar em meia dúzia de discursos (por exemplo o da vitória de ontem no Wisconsin demorou longos 45 minutos, em jeito de resposta a John McCain e Hillary Clinton, um discurso feito por um politico com ideias e não por um bom orador - e sinceramente acho que Obama não deve voltar a seguir por esse caminho, deve manter-se com os seus discursos inspiradores, porque é isso que as pessoas querem ouvir).

É óbvio que as ideias de Obama são (embora não seja tão linear quanto isso) de pendor socialista, e eu, por exemplo, facilmente me deixo levar - mesmo que o orador não tenha a habilidade de Obama - por o discurso de John McCain. Mas a politica do medo, do inimigo comum (a Al-Qaeda), da guerra, que McCain pretende levar a cabo é particularmente mais maligna para o mundo e para os Estados Unidos do que algumas politicas socialistas de Obama - essa, pelo menos, é para já a minha opinião. Opinião essa que McCain só veio reforçar quando ainda recentemente não votou favoravelmente a uma lei que pretendia banir práticas de tortura no país.

Já Obama diz claramente que a guerra do iraque foi um erro e os soldados americanos devem voltar a casa. Diz também que vai acabar com Guantanamo. Vai restaurar o Habeas Corpus. E, focando uma questão recente, entre todos os candidatos, é aquele que mais facilmente parece disposto a levantar o embargo a Cuba. Ora, quando McCain vem com o discurso de que o estado americano não deve decidir pelos cidadãos americanos como é que estes devem levar a sua vida, não fará sentido deixar qualquer cidadão americano que queira ter relações comerciais com Cuba possa fazê-lo? E se os cidadãos sabem melhor do que o estado como governar as suas vidas, faz sentido forçar os americanos a contribuirem financeiramente com os seus impostos para uma guerra que neste momento a maioria não pretende manter? Obama é um socialista, mas McCain também não é nenhum liberal - esse era Ron Paul, e foi fácil verificar como o partido republicano o tratou: praticamente corrido a pontapé, mesmo as minimas percentagens que teve nas eleições foram maioritariamente baseadas no voto dos independentes. É neste partido republicano que a direita liberal quer acreditar? Eu não... que ganhe o partido democrata, que ganhe Obama.

segunda-feira, fevereiro 18

Politicamente Correcto

Vem este tópico a propósito deste post do Quintarantino e do comentário que por aqui deixou. Comecemos por dar razão ao Quintarantino num aspecto, os americanos são politicamente correctos na questão da raça. Convém é recordar algumas razões históricas na origem de tal correcção: guerra civil Americana, ku klux klan e o movimento pelos direitos civis dos afro-americanos (perdoa-me o recurso á expressão politicamente correcta, caro quintarantino). Passemos então à divagação em torno do tema que aborda o Quintarantino.

Obama, o "afro-americano", é diferente dos outros. Sobre um dos momentos históricos (o qual não consigo precisar) no movimento pelos direitos civis dos "afro-americanos", alguém terá dito a Obama, um grande dia para os afro-americanos, ao que Obama terá respondido, um grande dia para os americanos. É esta a força de Obama, alguém que salta por cima do velho conceitos de raça - e não há nada mais assustador para o politicamente correcto que este pulo de conceitos. Quando o Quintarantino pergunta se pode dizer que o reverendo Jackson é preto, pode concerteza, e Obama nunca deixou de se afirmar como preto, mas a questão da raça é residual (recordo no inicio da campanha que Obama tinha de lidar com a questão de não ser black enough para os restantes "afro-americanos", daí que Clinton liderasse nas sondagens entre este grupo de forma destacada - ou seja, a base inicial de apoio de Obama nunca foram os negros) - Obama não se restringe ao grupo dos negros, ou dos "afro-americanos", é alguém que está acima dessas divisões - que outro efeito pode ser dado à expressão politicamente correcta de "afro-americano", do que se não o de introduzir num determinado grupo determinado individuo? E esse foi precisamente o erro de Bill Clinton quando pretendeu reduzir Obama ao seu grupinho dos "afro-americanos", ou ao grupinho do reverendo Jackson preto... a resposta dos negros foi das mais politicamente incorrectas que assisti nos últimos tempos: que se f*da o suposto primeiro presidente negro da américa e que tanto fez por nós, mas vamos é torcer pelo Obama. Não porque Obama seja "afro-americano", mas exactamente para provar que eles não se reduzem a isso.

Nesse sentido, Obama prepara-se para fazer com os negros (pretos, "afro-americanos", o que preferir) aquilo que Kennedy fez com os católicos - colocá-los num patamar de igualdade para com os outros, e assim matar pouco a pouco a necessidade do politicamente correcto (fará sentido manter, por exemplo, as práticas de discriminação positiva em relação aos "afro-americanos" nos EUA? Não me parece... e mais cedo ou mais tarde tenderão a acabar).

Por fim, e agora numa referência mais concreta ao texto do Quintarantino, quando este pergunta se por achar que um homossexual, só por o ser, não tem que ter mais direitos que qualquer outro, será um atrasado mental. É óbvio que não, mas espero que não ache que um homossexual neste preciso momento, na nossa sociedade, tem mais direitos que qualquer outro - nesse caso, aí sim, poderia não ser um atrasado mental, mas estaria mal informado - penso eu de que...

President...

President Tom Beck







President David Palmer









President Barack Obama









Inspirado ligeiramente por isto.

sexta-feira, fevereiro 15

Head or No Head? That's the Question...

"At a minimum, a head of state should have a head", esta terá sido a frase proferida por Vladimir Putin a propósito de Hillary Clinton na sequência desta ter dito que este "doesn't have a soul". A Hillary é tão boa que até me faz encontrar pontos de concordância com o tiranete russo.

Entretanto, Andrew Sullivan tem mais um texto arrasador para certa direita e para a ignorância da mesma (e que me leva a mim, que sou de direita, a cada vez ter menos pena do que acontece pelos lados da direita norte-americana):

What people fail to understand is that in politics, words are also substance. The ability to inspire people is not inherently a dangerous phenomenon. It is sometimes critical to effective governance. Conservatives used to understand this. Perhaps Churchill's greatest actual weapon was the English language. It did things no bureaucrat, soldier, armament, or policy could do. The core of Ronald Reagan's success was his rhetorical ability to reach over the heads of the Washington process to the people who can force Washington to change: the American people. And I don't recall conservatives decrying the rhetoric of hope reacting to George W. Bush's inspired speeches after 9/11.

Look: flim-flam and emotional hysteria are dangerous things. There are moments when Obama's rhetoric gets the better of his common sense. But the record shows that he also does have common sense - more common sense than Charles Krauthammer or me when it came to predicting the practical consequences of an Iraq occupation. And if a potential president has a head on his shoulders and is able to inspire millions, what on earth is wrong with that?

quarta-feira, fevereiro 6

Momento de Glória

Antes que me perguntem o motivo do link ao Abrupto, dêem uma vista de olhos ao penúltimo comentário onde há um tipo que se apelida de "jovem de direita que nutre simpatia por Obama e que nunca foi anti-bush" e que por mero acaso tem um nome semelhante ao meu.

Rescaldo

Não, Obama não ganhou o estado da Califórnia (ou o de Massachusetts) e portanto, por enquanto, não arrasou Hillary Clinton. Mas ganhou o maior número de estados e, talvez o mais importante, ganhou o maior número de delegados na noite de ontem. A diferença de delegados foi pequena? Sim, na casa de um digito apenas, o que para uma votação em que estava em causa mais de um milhar de delegados parece pouco - mas há bem pouco tempo atrás ninguém acreditaria na possibilidade deste resultado. Das reacções aos resultados parece não restar dúvidas que Obama ganha ligeira vantagem em relação a Hillary Clinton, ajudado também pelo facto desta ter revelado que foi obrigada a pedir um empréstimo em nome pessoal de 5 milhões de dólares para a campanha da super tuesday - o prolongar da campanha, em teoria, só ajuda Obama, quer porque revela maior capacidade para gerar dinheiro fresco para financiar a campanha, quer porque quanto mais tempo tem para se mostrar, mais isso o favorece (era um candidato praticamente desconhecido quando comparado com Hillary). Mais, mesmo que a super tuesday não tenha garantido momentum a nenhum dos dois candidatos democratas, os próximos estados a ir a votos parecem cair para o lado de Obama, o que certamente lhe irá conceder alguma vantagem. Hillary não caiu, mas pode não faltar muito para cair - e o mercado de apostas já deu durante todo o dia de hoje o favoritismo a Barack Obama (coisa que nunca até aqui tinha acontecido).

terça-feira, fevereiro 5

Super Tuesday

Monica Almeida/The New York Times

É hoje a super terça-feira das primárias norte-americanas. Da minha parte, estou a fazer um election map para quem quiser acompanhar o processo do dia de hoje. (Ver Mais)

America Next President

Um destes três será o novo presidente dos Estados Unidos da América. Os dois últimos serão óptimos presidentes, a primeira é um embuste. Os republicanos, como é habitual na sua história, elegeram o seu candidato com mais hipótese de chegar à casa branca, elegendo com isso um candidato que distancia-se das politicas seguidas por George Bush jr - e enfrentando a direita religiosa republicana (que de estúpida, assobia o candidato do seu partido). Os democratas tem à sua frente a possibilidade de elegerem uma mulher ou um negro para a casa branca - o que constituiria um feito inédito para o país. As sondagens dizem que McCain poderá bater mais facilmente Hillary do que Obama, falta saber se os eleitores democratas terão o mesmo pragmatismo que os seus colegas republicanos.

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